UEL suspende aulas por suspeita de gripe A
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quarta-feira, 10 de março de 2010
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
O inverno nem chegou e a ameaça da gripe A, mais uma vez, assusta os londrinenses. Ontem a Universidade Estadual de Londrina (UEL) suspendeu, por orientação da Vigilância Sanitária e Secretaria Municipal de Saúde, as aulas de uma turma do segundo ano do curso de Fisioterapia, pois uma das alunas apresenta sintomas da doença. A coleta de material para exames já foi feita. A análise será feita no Laboratório Central (Lacen) do Estado, em Curitiba, e o resultado deve sair só na semana que vem.
Segundo informações da assessoria de imprensa do Hospital Universitário (HU), as aulas foram suspensas para os 60 alunos até a próxima segunda-feira. Mesmo que até lá não tenha saído o resultado do exame, e desde que outros alunos não apresentem os sintomas, as atividades voltam normalmente para a turma, com exceção da aluna com suspeita da gripe, que deve manter-se em isolamento. Ela já está sendo medicada, conforme prevê o protocolo. Na manhã de ontem, todas as salas e laboratórios utilizados pela turma passaram por desinfecção.
De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, no dia 3 deste mês, o Paraná já contabiliza 373 casos confirmados da doença este ano, sendo que cinco tiveram complicações e morreram. Outros 309 casos apresentaram resultado negativo para o vírus H1N1.
O boletim também mostra que entre as 22 Regionais de Saúde do Estado, a que mais tem confirmações é a de Maringá (Nororeste), com 90 casos, seguida pelas Regionais da Região Metropolitana de Curitiba e de Londrina, com 84 e 83 casos, respectivamente. A região com mais óbitos este ano também foi a de Maringá, com duas mortes. Os outros três óbitos aconteceram nas Regionais da RMC, de Ponta Grossa e Pato Branco.
Investigação
Na manhã de ontem o secretário municipal da Saúde, Agajan Der Bedrossian, divulgou que foi negativo o resultado do exame feito nos materiais coletados em rapaz de 22 anos que morreu na semana passada com sintomas da gripe A. Segundo ele, o jovem apresentou sintomas como febre, dores pelo corpo e vômito no dia 25 de fevereiro. Ele procurou atendimento, foi medicado e liberado. Retornou durante a primeira semana de março, quando foi coletado material para análise. O quadro de saúde se agravou, e o jovem teve problemas respiratórios, que o levaram à morte na última sexta-feira. ''Continuaremos a investigar as causas reais desta morte.''
De acordo com o secretário, o município tem oito casos confirmados desde o início do ano, que já foram medicados e liberados. Na avaliação dele, a maior preocupação do controle de endemias, nesse momento, é em relação à dengue. ''Em 70 dias tivemos oito casos de gripe A e já temos 97 de dengue, cujo pico de infestação é esperado para abril'', citou.
Agajan disse estar ''otimista'' em relação à gripe no período de inverno, quando é maior a tendência de proliferação do vírus. ''Tivemos bons resultados com o Tamiflu ano passado, quando a nova gripe era algo ainda totalmente desconhecido, e a vacina que está sendo usada agora para imunização se mostrou eficiente na Europa e nos Estados Unidos. Esses fatores, aliados a um maior senso de alerta e de autoproteção do próprio cidadão, nos deixam agora mais tranquilos'', definiu.
O chefe da 17 Regional de Saúde, Adilson de Castro, lembrou que a gripe A não parou de fazer vítimas desde o ano passado. ''Diminuiu bastante, mas temos novos casos todos os dias'', disse. Segundo ele, a principal medida para evitar um alto número de casos da doença durante o inverno é a vacinação, que já foi iniciada. (colaborou Janaina Garcia)


