UEL suspende a greve e discute calendário
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terça-feira, 23 de junho de 2015
Celso Felizardo<br> Reportagem Local 
Londrina Com as suspensões das greves dos professores e servidores técnicos da Universidade Estadual de Londrina (UEL), definidas em assembleias na manhã e tarde de ontem, o reinício das aulas para 18,8 mil alunos depende agora da aprovação do novo calendário pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe). Como os dois sindicatos anunciaram que os servidores retornam às atividades amanhã, a reunião do conselho deve ocorrer, no máximo, até sexta-feira. De acordo com a reitora da UEL, Berenice Jordão, há grande possibilidade de as aulas, suspensas há quase dois meses, serem retomadas na segunda-feira.
"É uma decisão que cabe ao conselho, mas acredito que todos têm a preocupação de voltar o quanto antes para que o calendário, que está muito apertado, possa ser cumprido", comentou. Na primeira redefinição do calendário, em março, o Cepe havia definido que o ano letivo iria até 22 de dezembro, com o término dos exames em 12 de janeiro. "Com toda certeza iremos avançar esta data. Um dos pontos a ser discutidos, além do uso dos sábados e feriados, é se o tradicional recesso do fim de ano será mantido", adiantou.
A reitora previu alguns transtornos nos primeiros dias de aula, mas garantiu que a universidade vai estar preparada para receber os 13.290 alunos da graduação e os 5.527 da pós-graduação. "Depois de todo este tempo sem aulas, é certo que vamos ter problemas de toda ordem. Ainda nesta semana, vamos discutir com os servidores técnicos quais as demandas mais urgentes para possibilitar o retorno das aulas", detalhou. Atualmente, o quadro de servidores da UEL conta com 1.682 professores e 3.480 técnicos administrativos.
A reitora orientou os alunos para que acessem o Portal da UEL no decorrer da semana para obter mais informações sobre a volta às aulas. "Os alunos devem se preparar para que não percam as primeiras aulas", alertou. O período de inscrições do vestibular 2016 também deve ser divulgado dentro de alguns dias. "As demais datas, como a aplicação das provas, resultados e convocações, terão de ser analisadas em reuniões posteriores", explicou.
A suspensão da greve foi tomada um dia depois da aprovação do substitutivo-geral na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que manteve o reajuste salarial de 3,45% para outubro ao funcionalismo estadual. Antes de aceitarem a proposta do Executivo, os deputados recusaram o recurso proposto pela oposição que estabelecia o reajuste em 8,17% em parcela única. Agora, a medida segue para sanção do governador Beto Richa (PSDB).
A diretora de comunicação do Sindiprol/Aduel, Silvia Alapanian, observou que, apesar da suspensão da greve, o estado de mobilização foi mantido, o que permite o retorno da greve a qualquer momento se os acordos não forem cumpridos. "Seguiremos cobrando as pautas pendentes, como o repasse de recursos públicos para o pagamento de contas básicas e questões que envolvem o sucateamento de laboratórios da universidade, nomeação de servidores", cobrou.
Sílvia disse que o sindicato deverá marcar reuniões para os próximos dias para avaliar a greve. "Sem dúvidas, foi uma greve importante. Brigamos até onde pudemos, agora vamos partir para outros caminhos, como as vias jurídicas para garantir nossos direitos e, principalmente, uma educação superior de qualidade".


