Londrina – Os professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) aprovaram ontem a continuidade da greve por tempo indeterminado durante a assembleia realizada no Anfiteatro Cyro Grossi, o Pinicão, no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCB), no campus da universidade. No início da semana, o Sindiprol/Aduel havia aprovado paralisação total por três dias em protesto contra a truculência dos policiais militares na ação que impediu a entrada de manifestantes na Assembleia Legislativa, na semana passada. A previsão era de que as aulas na UEL fossem retomadas na manhã de hoje, o que foi descartado após a decisão da categoria.
O vice-presidente do Sindiprol/Aduel, Nilson Magagnin Filho, informou que a paralisação foi aprovada porque o governo não teria cumprido com os acordos estabelecidos durante a primeira greve do ano. "Uma mesa de negociação deveria ter sido instalada em abril, o que não ocorreu. Além disso, continuamos reivindicando a contratação de professores para reposição e a regularização da verba de custeio", afirmou.
Os professores também reivindicam a reposição salarial de 8,5%, conforme a correção da inflação. No entanto, segundo Magagnin, o governo teria acenado a proposta de reajuste de 5%, o que estaria abaixo do esperado pela categoria, que ainda exige o pagamento em parcela única. Ainda de acordo com o vice-presidente do sindicato, os professores também cobram a revogação da lei que autorizou a transferência de recursos da Paranaprevidência para os cofres do Estado. "Ainda reivindicamos a punição dos responsáveis pelo massacre contra os servidores no Centro Cívico", acrescentou. Durante a assembleia, os estudantes da UEL fizeram uma apresentação artística em protesto contra o governo. Os servidores técnico-administrativos da UEL e do Hospital Universitário (HU) de Londrina voltam a se reunir hoje em assembleias no campus e no hospital para definir os rumos da greve, que começou no dia 1º de maio.

OUTRAS UNIVERSIDADES
Os professores da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) e do campus Apucarana da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), que também são representados pelo Sindiprol/Aduel, realizaram assembleia na noite de ontem e a tendência era de aprovação da greve por tempo indeterminado.
Nesta semana, os professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) já haviam aprovado a continuidade da paralisação por tempo indeterminado. Hoje, os docentes da Universidade do Oeste do Paraná (Unioeste), que também estão em greve, realizam assembleia da categoria.

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