Expectativa é que as vagas criadas para nutrição sejam ofertadas já no vestibular de 2019 da UEL
Expectativa é que as vagas criadas para nutrição sejam ofertadas já no vestibular de 2019 da UEL | Foto: Saulo Ohara/20-8-2018



A UEL (Universidade Estadual de Londrina) e a Uenp (Universidade Estadual do Norte do Paraná) passam a ofertar dois novos cursos de graduação nos próximos anos. O governo do Estado autorizou a criação do curso de nutrição na UEL e de Medicina na Uenp. O decreto será assinado na próxima segunda-feira (12), em Curitiba.

A expectativa é de que as vagas criadas para nutrição sejam ofertadas já no vestibular de 2019. O curso na UEL será em turno integral, com duração de quatro anos. A pró-reitora de Graduação da universidade, Marta Favaro, conta que a reivindicação era um desejo antigo da comunidade acadêmica. "A nossa previsão é dar início às atividades em 2020. O curso começou a ser discutido em 2009 nos conselhos constituídos na universidade e foi aprovado em 2010. Desde então estávamos aguardando autorização do governo", recorda.

Conforme a pró-reitora, a novidade não trará custo elevado para a UEL, já que o corpo docente e o suporte técnico laboratorial atendem a demanda. "Fizemos um trabalho muito refinado no sentido de demonstrar que teríamos condições de ofertar o curso com os recursos que já temos no momento. A planilha foi revista e reapresentada ao governo, o que ajudou a obter a autorização", explica.

Apenas universidades particulares ofereciam a graduação na região. "Abrir o curso de nutrição é um alento muito grande. Atende a demanda e o desejo da sociedade. Temos muitos interessados da área da saúde e da indústria de alimentos. Oferecer a graduação com a qualidade que nós temos e gratuitamente é um ganho ímpar. Para nós, isso é extremamente significativo", completa Favaro. Ao todo, a UEL oferece 54 cursos de graduação.

Para obter a autorização do governo estadual, foi necessária uma mobilização com a participação de representantes de entidades de Londrina e lideranças políticas locais. "Foram mais de 3.000 dias de tramitação do processo desde 2009. Após assumirmos a nossa gestão, conversamos internamente sobre as solicitações que estavam paradas na Seti [Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior] e nos informamos sobre quais poderiam ser retomadas. Conversamos internamente com os grupos que fizeram cada proposição, foram tiradas todas as dúvidas e arredondamos os projetos. Fizemos também reuniões com o setor produtivo de Londrina e houve uma mobilização importante de representantes locais. Foi uma negociação rápida, célere e muito solidária", frisa o reitor da UEL, Sérgio Carvalho.

Serão criadas 40 vagas no novo curso da UEL, mesmo número autorizado pelo governo para a graduação de medicina na Uenp, em Cornélio Procópio. Segundo a reitora da universidade, Fátima Padoan, o investimento total para a implantação do curso será de, aproximadamente, R$ 38 milhões. Os valores serão liberados pelo governo do Estado ao longo dos seis primeiros anos de curso e incluem a contratação de professores e a construção de quatro laboratórios. Grande parte da estrutura já está pronta no campus. O custo para a manutenção do curso após a formação da primeira turma é estimado em R$ 7 milhões.

"O curso será ofertado em Cornélio Procópio, mas estará presente em toda a região. A parte de técnicas operatórias será realizada em Bandeirantes. Teremos um convênio com a Santa Casa de Jacarezinho para a parte de traumatologia. Na cidade de Santo Antônio da Platina teremos todas as atividades práticas na área de obstetrícia e pediatria. Além disso, temos a parte de dermatologia em que as atividades práticas serão realizadas em São Jerônimo da Serra", destaca a reitora. O deslocamento dos alunos já foi programado. O início do curso de medicina deve ocorrer até 2020.

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