O Conselho Universitário (CU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) começou a discutir, na manhã desta sexta-feira (2), as consequências da determinação do governo do Paraná de suspender R$ 6,2 milhões do orçamento da instituição, divulgada no fim da tarde de terça-feira (30). A reunião deve terminar com propostas de encaminhamentos apresentadas.

Alunos da UEL também participaram da reunião, em protesto à decisão do governo Beto Richa (PSDB). Apesar da urgência do tema, a discussão ocorre em uma reunião ordinária na universidade londrinense, já que o CU se reúne na primeira sexta-feira de cada mês. Segundo a assessoria de imprensa da UEL, a suspensão dos recursos entrou em caráter de urgência.

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) também foram afetadas pelas restrições orçamentárias impostas pelo Estado. Segundo as instituições, a suspensão orçamentária é uma consequência pela não adoção das IES ao chamado RH Meta 4, que submete ao sistema do governo a folha de pagamento das universidades. Para as instituições, o sistema é inadequado às suas necessidades administrativas, além de configurar uma interferência na autonomia universitária.

Os universitários indígenas também foram diretamente prejudicados pela decisão do governo, uma vez que houve corte na fonte de recursos específica que custeia as bolsas desses estudantes.

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