O recebimento das verbas federais vai significar a retomada da produção de medicamentos pelo laboratório da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Isto porque o laboratório deixou de produzir 10 remédios há cerca de um mês, quando perdeu o prazo para renovação dos seus registros na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Apenas o propranolol, usado para tratamento de hipertensão, vem sendo produzido.
Segundo o chefe da divisão administrativa do laboratório, Sidney Rodrigues de Oliveira, a produção desses medicamentos estava sendo questionada, já que são fabricados pela maioria dos laboratórios públicos. ''Por ser um laboratório menor, a competitividade ficava prejudicada. Esse erro (perda do prazo) só acelerou o processo (de rever a produção dos medicamentos), tanto é que a produção deles não será retomada com o recebimento da verba, pois serão desenvolvidos novos (produtos) de acordo com as estratégias do Ministério da Saúde'', disse. A perda do prazo causou a demissão da funcionária responsável pelo erro e a abertura de uma sindicância, que segundo Oliveira, ainda não levantou os prejuízos causados com a interrupção da produção dos medicamentos.
O laboratório da UEL, segundo Oliveira, vai receber R$ 781 mil do Ministério da Saúde, com uma contrapartida da universidade de R$ 156 mil, totalizando R$ 937 mil.''O convênio ainda depende de alguns ajustes e deverá ser assinado em 40 dias'', disse. A verba será utilizada para deixar o fluxo de produção dos medicamentos mais funcional e fazer reformas no prédio do laboratório. Oliveira acredita que uma maior funcionalidade poderá refletir em medicamentos com preços mais acessíveis.

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