UEL delibera se aceita proposta do governo na quinta-feira
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segunda-feira, 15 de julho de 2019
Isabela Fleischmann - Grupo Folha 
Após a decisão da APP Sindicato para suspender a greve no sábado (13), as universidades estaduais terão assembleias nesta semana para definir os rumos do movimento grevista.
As universidades estaduais vão deliberar em dias distintos. O Sinteemar (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá) fará a votação na quarta-feira (17). O Sindiprol/Aduel (Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região), que contempla os professores da UEL, da Unespar (Universidade Estadual do Paraná) de Apucarana e da Uenp (Universidade Estadual do Norte do Paraná) em seus campi de Cornélio Procópio, Bandeirantes e Jacarezinho, delibera em assembleia na quinta-feira (18).

Enquanto isso, a Seed (Secretaria de Estado da Educação e do Esporte) afirmou que está definindo os parâmetros para a reposição das aulas com os Núcleos Regionais de Educação e escolas estaduais. Segundo o presidente da APP em Londrina, Márcio Ribeiro, uma reunião com a Seed ainda nesta segunda-feira (15) definirá caminhos para a reposição. Também ao final do dia outras categorias decidirão pelo fim ou não da greve na reunião do FES (Fórum das Entidades Sindicais).
Ribeiro disse que a votação para o fim da greve pela APP foi dividida: cerca de 60% (2 mil educadores) optaram pela suspensão. Contudo, o sindicato já marcou uma nova assembleia para o dia 10 de agosto. “Suspendemos a greve para voltar a avaliar a situação no dia 10”, declarou. A suspensão foi baseada na proposta do governador Ratinho Júnior (PSD) divulgada na última sexta-feira (12) para que a inflação da última data-base de 4,94% seja parcelada: a primeira, 2%, paga em janeiro de 2020, e as duas remanescentes, de 1,5%, pagas em janeiro de 2021 e 2022, respectivamente.
As últimas duas parcelas estariam condicionadas ao crescimento da RCL (Receita Corrente Líquida) de pelo menos 6,5% em relação ao ano anterior. "Suspendemos por conta da proposta, mas entendemos que é ainda extremamente insuficiente. Mas devido ao recesso e à dificuldade de encontrar colegas no recesso optou-se por suspender nesse momento", explicou.
O presidente da APP em Londrina disse que é possível que a decisão da APP afete a manutenção da greve pelas universidades. "Quem fez o movimento de receber o documento [da proposta] do governo foi o FES, que a APP e as universidades fazem parte. Foi definido que cada categoria faria sua avaliação, assim como foi para entrar na greve. Acreditamos na influência, mas é decisão deles", disse.
A greve da educação começou no dia 25 de junho e a UEL só aderiu no dia 5 de julho, com suspensão do calendário apenas no dia 8. Para Éder Rossato, diretor do Sinteemar, o governo estadual não atendeu as demandas, com a data-base aquém do esperado. "Não é só a questão salarial, mas pautas internas nossas, a lei das universidades - que rechaçamos - a ingerência com relação à autonomia das universidades, essas demandas estamos discutindo". A flexibilização ou endurecimento do movimento grevista só será deliberada na assembleia.


