UEL define distribuição de docentes
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sexta-feira, 02 de abril de 2004
Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
A reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Lígia Pupatto, pediu para que os diretores dos nove centros que compõem a instituição estudem suas ''especificidades'' para que seja definida a distribuição dos 167 novos professores contratados após a conclusão do teste seletivo. ''Vamos bater o martelo na segunda-feira'', disse.
Com carência de 204 docentes, a UEL permanecerá com um déficit de 27 até que seja realizado concurso público, cujo processo deve começar ainda este ano, segundo expectativa da própria reitora. Os contratados pelo teste seletivo servirão a UEL por um ano e a previsão é que estejam lecionando em 40 dias. ''Não temos interesse em ficar fazendo teste seletivo. Apenas um concurso pode atender os anseios da comunidade universitária'', afirmou.
Lígia aposta no bom senso de todos os diretores que ontem participaram de uma reunião na reitoria. ''Há de se destacar que os diretores estão pensando mais na universidade como um todo do que pensando em resolver os problemas do centro que dirige'', ressaltou. A reitora, no entanto, definiu que a diretriz básica é que nenhum aluno fique sem aula. ''A intenção é causar o menor prejuízo possível''.
Enquanto a cúpula decide como resolver o problema, os estudantes sofrem com a escassez. Ontem, o Centro Acadêmico (CA) de Psicologia aprovou em assembléia a realização de uma manifestação de protesto contra a falta de professores e a favor da autonomia de fato. ''Com a autonomia, teríamos como resolver o problema mais rapidamente'', justificou Luzia Helena das Neves Teixeira, terceiranista do curso e secretária do CA. A turma de Luzia sofre com a falta de professores em três disciplinas Licenciatura, Análise Comportamental Aplicada Prática e Psicobiologia.
A passeata sairá em frente do Centro de Educação Física (CEF), percorrerá o calçadão do câmpus e será encerrada defronte à Reitoria. À tarde, a concentração irá ocorrer no Pinicão, no Centro de Ciências Biológicas, com uma ''aula coletiva'', com comando dos próprios estudantes. ''A situação é tão grave que os calouros já estão decepcionados e viram que a universidade pública não é do jeito que eles pensavam'', comentou a estudante.


