UEL busca apoio da sociedade civil para manter autonomia universitária
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terça-feira, 23 de maio de 2017
Viviani Costa<br>Reportagem Local 

Representantes de cinco entidades de Londrina se reuniram com a reitora da UEL (Universidade Estadual de Londrina), Berenice Quinzani Jordão, em busca de informações técnicas para avaliar as reivindicações da universidade na luta pela manutenção da autonomia na gestão de recursos. Para o governo do Estado, as universidades estaduais devem utilizar o chamado Meta 4, sistema operacional criado para a gestão do quadro de funcionários do governo. A alegação é de que o sistema traz mais transparência à administração das instituições. O TCE-PR (Tribunal de Contas do Estado do Paraná) já determinou que a UEL passe a utilizar o software. No entanto, as universidades estaduais temem perder autonomia para contratações e gestão dos recursos.
Na tarde desta terça-feira (23), representantes da SRP (Sociedade Rural do Paraná), da OAB Londrina (Ordem dos Advogados do Brasil), do Sindimetal (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Londrina), do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná) e da Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina) esclareceram as dúvidas com a reitora da UEL. Este foi o segundo encontro com a participação das lideranças locais.
"A UEL é uma grande geradora de conhecimento e de receita para o município, além de uma grande prestadora de serviço com o HU [Hospital Universitário]. Achamos que é uma forma saudável e coerente de nós pleitearmos perante o Estado e perante a UEL que essa situação seja resolvida o mais cedo possível de uma forma boa para ambos", afirmou o diretor de pecuária da SRP, Ricardo Rezende.
Para a reitora, é possível aprimorar a gestão da universidade, sem comprometer a autonomia da instituição. Segundo ela, o apoio das entidades é necessário para manter o funcionamento da UEL. "Há uma expectativa de que a cidade de Londrina venha a compreender que ela tem uma parcela importante e significativa na condução dos rumos da universidade. Estamos resgatando esse envolvimento."
Em Maringá, uma comissão com representantes da sociedade civil já foi criada em defesa da UEM (Universidade Estadual de Maringá) que também teme a perda da autonomia na gestão dos recursos. "Estamos reagindo a uma ação do governo do Estado. Há uma dificuldade de diálogo. Recorremos a área de abrangência da cidade para mobilizar a sociedade. Estamos assistindo a degradação da universidade. Não é um ato contra o governador. É um ato pelas universidades", frisou o reitor em exercício da UEM, Júlio Damasceno.


