UEL aprova greve por três dias em protesto contra violência
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segunda-feira, 04 de maio de 2015
Rafael Fantin <br>Reportagem Local 
Londrina Em protesto pela ação da Polícia Militar contra os servidores estaduais na semana passada, no Centro Cívico, em Curitiba, professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) aprovaram greve por três dias na manhã de ontem em assembleia realizada no Anfiteatro Cyro Grossi, o Pinicão, no Centro de Ciências Biológicas (CCB). Assim, as aulas continuam suspensas pelo menos até amanhã, quando a categoria volta a discutir a mobilização em nova assembleia. Na semana passada, as atividades na universidade haviam sido suspensas por causa da discussão do projeto de lei com alterações na Paranaprevidência, que foi aprovado na Assembleia Legislativa.
"Depois da semana de paralisação, aprovamos greve por tempo determinado em assembleia marcada pela comoção dos servidores. A categoria ainda está em choque por conta da truculência da PM que deixou vários feridos", afirmou a diretora de Comunicação do Sindiprol/Aduel, Silvia Alapanian.
A categoria também cobra do governo a nomeação de 200 servidores e 97 professores aprovados em concursos com exames médicos concluídos para reposição de funcionários públicos, a maioria aposentados. "O Governo do Estado não atendeu itens da pauta de reivindicação do início do ano, como a regularização da verba de custeio. Ainda temos a discussão do reajuste previsto na data-base da categoria no dia 30 deste mês", argumentou.
Hoje, os servidores da UEL e do Hospital Universitário (HU) de Londrina também realizam assembleias no campus e no hospital para definir os rumos da greve, que teve início no feriado do Dia do Trabalhador.
DEMAIS
Em greve há 15 dias, os professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) aprovaram ontem a continuidade da paralisação por tempo indeterminado. A secretária geral do sindicato que representa a categoria, Marta Bellini, ainda informou que entidades ligadas ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições do Ensino Superior (Andes) devem viajar nesta semana para Brasília para denunciar a repressão na Assembleia Legislativa na Comissão dos Direitos Humanos no Congresso Nacional. "Também vamos procurar o Ministério da Previdência, já que a mudança no fundo previdenciário do Estado não foi autorizada", adiantou. Em Cascavel, o Sindicato de Docentes da Universidade do Oeste do Paraná (Sinduoeste) agendou nova assembleia para discutir a continuidade da paralisação nesta quinta-feira. Até lá, as aulas seguem suspensas na Unioeste. O sindicato que representa os professores da Unicentro, em Guarapuava, informou que a data da assembleia ainda não foi definida, mas a decisão de retornar para salas de aulas ou manter a greve deve ocorrer durante a semana.
Já a Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Sinduepg) tem assembleia agendada para o final da tarde de hoje para definir a continuidade da paralisação na UEPG. "Vamos participar do ato de repúdio pela truculência da PM contra os professores em Curitiba e retornamos para a assembleia", informou a diretora do sindicato, Carina Alves Silva Darcoleto.


