Bruxelas, 14 (AE-AP) - Ministros do Exterior da União Européia suspenderam hoje (14) um banimento de vôos comerciais para a Iugoslávia imposto durante a crise de Kosovo, mas simultaneamente reforçaram restrições de viagens a pessoas próximas ao governo de Belgrado.
A decisão de suspender o banimento por seis meses seguiu-se a apelos de líderes da oposição iugoslava que disseram que as sanções ferem mais a cidadãos comuns do que à elite governista em torno do presidente Slobodan Milosevic.
"Esta é uma decisão muito importante porque reforça a oposição na Sérvia", afirmou o ministro do Exterior alemão, Joschka Fischer.
Os ministros da UE conjugaram o fim do banimento de vôos à extensão da restrição de viagem a associados e destacados apoiadores de Milosevic e reforçaram o cerco a suas atividades financeiras.
Cerca de 200 políticos, militares e oficiais da polícia, líderes empresariais e outros foram acrescidos à existente lista de mais de 600 iugoslavos proibidos de viajar para qualquer das 15 nações da UE.
Autoridades da UE afirmaram que os ministros também concordaram em eliminar brechas que permitem que Milosevic e pessoas próximas a ele evitem o congelamento de seus bens no exterior, mais destacadamente transferência de dinheiro para dentro e fora da Iugoslávia através bancos europeus.
As medidas enfatizam a decisão da UE de transferir o peso das sanções internacionais dos ombros dos cidadãos iugoslávos para os daqueles próximos a Milosevic.
A Grã-Bretanha tentou manter o banimento à linha aérea estatal iugoslava JAT, mas recuou em vista da oposição de outras nações da UE. Segundo autoridades européias, o texto legal suspendendo o banimento ainda tem de ser finalizado e não ficou claro quando os vôos poderão ser retomados.
Os Estados Unidos haviam aprovado a proposta de suspensão do banimento de vôos, mas afirmaram que a pressão política e econômica sobre Milosevic e proeminentes partidários do governo deveria ser fortalecida.
Enquanto isto, os ministros da UE aprovaram também um pacote de ajuda de cerca de US$ 35 milhões para Kosovo.

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