Vilamoura, 24 (AE) - Apesar da vitória em relação ao apelo norte-americano para manter o Foreign Sales Corporation (regime de corporações de vendas estrangeiras) de subsídios às exportaçoes agrícolas, o comissário europeu das Relações Exteriores, Chris Patten, procurou manter um tom calmo sem se comemorar a decisão tomada hoje (24) em Genebra.
"Há um compromisso dos dois lados do Atlântico para evitar que discórdias sobre um pequeno número de questões comerciais fujam do controle", disse Patten em Portugal, onde foi participar da reunião entre a União Européia e a América Latina.
O problema é que para acatar as decisoes do comitê da apelo da OMC, os Estados Unidos terão de modificar a sua legislação, o que vai ter de passar pelo Congresso norte-americano. Esta obrigação que obriga a mexer nas leis norte-americanas que garantem rendimentos elevados aos agricultores pode acirrar os ânimos no país, especialmente num ano eleitoral.
"Acho que é imperativo que trabalhemos para que qualquer desacordo sobre comércio nao fique fora de controle. A Uniao Européia e os Estados Unidos têm uma aposta grande em evitar que entremos em argumentos comerciais agressivos.
Pretendemos resolver disputas através dos meios existentes e através de negociações amigáveis. Espero que prossigamos isso nesse caso", contemporiza Patten.
Apesar de a questão ter sido colocada pela União Européia, a vitória na decisao do comitê de apelo da OMC vai ter maior impacto em países como o Brasil e Argentina, cuja produçao agrícola tem um maior peso na pauta de exportaçoes, concorrendo diretamente com os Estados Unidos.
"O que estamos falando é de desacordos que atingem cerca de 1% do comércio total entre a Uniao Européia e os Estados Unidos", afirmou Patten.

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