Brasília, 13 (AE) - O Brasil terá que apresentar à União Européia até março do ano que vem uma proposta para execução de um programa de rastreabilidade para a pecuária. A informação foi dada hoje pelo presidente do Fórum Nacional de Pecuária de Corte da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), Antenor Nogueira. Ele disse que essa exigência está sendo feita porque, a partir de dezembro de 2000, nenhum bovino entrará na União Européia se não tiver um "passaporte", ou seja, um código de barra em forma de brinco, na orelha do animal. Esse código de barra trará informações sobre filiação materna e paterna do bovino, sobre medicamentos que lhe foram administrados e sobre outras medidas de controle sanitário.
Nogueira explicou que o programa, a ser implementado gradualmente, terá adesão voluntária dos pecuaristas, mas ele acredita que a maior parte vai aderir, porque, dos US$ 800 milhões exportados hoje pelo setor pecuarista brasileiro, US$ 600 milhões se destinam à União Européia. Nogueira disse que para o programa ser posto em prática, será criado um banco de dados que conterá as informações sobre o rebanho brasileiro. Esse banco de dados poderá ser acessado pelos frigoríficos e pelos importadores interessados em informações sobre a saúde do rebanho do País.

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