UDR vê apenas 'jogo de cena'
Curitiba- Para o presidente da União Democrática Ruralista (UDR) no Paraná, Marcos Prochet, a nota do MST e CPT criticando o governo Requião não passa de um ''jogo de cena'', combinado entre os sem-terra e representantes do próprio Palácio Iguaçu.
''O Estado não está reagindo. Não sei aonde está havendo descontrole da polícia. A desocupação da Fazenda Sonda (pela PM no dia 16 de junho, em Santa Maria do Oeste, região central do Estado) teve conflito porque os sem-terra estavam fortemente armados, até com coquetel molotov. O governo tirou os sem-terra e os deixou em frente à área, para depois invadirem de novo.'' Prochet disse que o governo poderia ter desocupado a Fazenda Três Marias, pelo número de policiais que deslocou para a região (cerca de mil).
O ruralista afirmou que as grandes invasões, concentradas em Querência do Norte e em outras regiões do Estado, continuam intactas. ''Desde que assumiu (em janeiro de 2003) o governo não mexeu em quase nada. Continua dando corda e eles (sem-terra) avançam'', criticou Prochet.
Segundo ele, o MST e a CPT divulgam cartas atacando o governo para, em troca, Requião parar com a política de desocupações. ''Se (Requião) tiver personalidade começa a desocupar as áreas invadidas. Do jeito que está, mostra que é conivente. Não só ele como o secretário da Segurança Pública (Luiz Fernando Delazari)'', provocou.(L.D.)





