Em nota oficial, o MST afirmou ontem que houve participação da UDR no despejo em Marilena. O presidente da UDR, Marcos Prochet, ouvido no meio da tarde por telefone em Londrina, rechaçou a acusação, declarando que teve conhecimento do problema através da Folha. ‘‘Não estava sabendo. Estive em Paranavaí na semana passada, mas apenas cuidando de problemas da empresa que fechei em dezembro naquela cidade, e nem fui a outras cidades da região. Voltei para Londrina no sábado.’’
Prochet disse que não pegou em armas nem quando teve sua propriedade em Querência do Norte invadida, e não o faria ‘‘em propriedades dos outros’’. ‘‘Cheguei a ficar refém de 140 sem-terra, mas mesmo assim não tive nenhuma reação desse gênero’’, afirmou. O presidente da UDR afirmou que prefere a lei: ‘‘Sempre procuramos todos os caminhos legais, e foi assim que obtivemos a vitória na Justiça no caso de nossa propriedade em Querência do Norte’’.
Prochet admite que tem sido rigoroso em relação às invasões de terra, o que ele julga ser a razão da citação do seu nome no episódio: ‘‘Eles têm raiva de mim porque eu bato firme nos invasores. Já perdi as estribeiras, mas nunca atirei em ninguém, mesmo provocado. Pelo contrário: inúmeras vezes segurei os ânimos na região’’.
O dirigente ruralista disse que conhece os proprietários das fazendas onde houve os despejos, e que um deles, da família Kondo, já tentou se matar por causa das invasões. ‘‘Mas nenhum deles é filiado à UDR.’’

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