Marília, SP, 08 (AE) - A União Democrática Ruralista (UDR) do Pontal do Paranapanema (SP) está orientando a Agropecuária Jubran S/A a ingressar na Justiça visando obrigar os sem-terra acampados à margem da estrada, a dois quilômetros da Fazenda Ponte Funda, de sua propriedade, a levantaram o acampamento montado no local. Os sem-terra ameaçam invadir a fazenda, localizada em Presidente Epitácio, na sexta-feira. Amanhã (09), o comandante da Polícia Militar em Presidente Venceslau, major Élio Aparecido Costa, reúne-se com o juiz da Comarca, Michel Feres, para discutir o assunto.
Segundo a presidente da UDR, Tânia Tenório de Farias, a retirada do acampamento dos sem-terra é medida legal, que normalmente vem sendo autorizada pela Justiça em casos de perturbação da ordem. O acampamento, ligado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra Brasil (MTRSTB), está localizado a apenas dois quilômetros da fazenda e, segundo Tânia Tenório, as tentativas de invasões e ameaças prejudicam a tranquilidade da propriedade.
Sexta-feira da semana passada, cerca de 100 pessoas tentaram invadir a propriedade, mas foram repelidas por seguranças armados. Depois disso, o líder dos sem-terra, Ailson Neres Barbosa, anunciou que pretende mobilizar pelo menos 200 pessoas para tentar invadir novamente a propriedade esta semana. O juiz de Epitácio confirmou hoje que vai receber o oficial da PM amanhã, mas disse não ter conhecimento prévio dos assuntos a serem tratados. Ele admitiu estar preocupado com o clima de tensão existente na área e anunciou que pretende conduzir o caso com a máxima cautela para evitar o agravamento da situação.
O comandante interino da PM em Epitácio, tenente Alexandre Fontolan, disse que a coorporação vai manter-se alerta para agir em caso de necessidade. Mas antecipou que a PM não pretende manter vigilância nas proximidades da fazenda para evitar a aproximação dos sem-terra. "Esta não é nossa função", afirmou.

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