Arquivo FolhaReaçãoFazendeiros pedem a prisão de Rainha por ‘‘incitação ao crime’’O Pontal do Paranapanema voltou a viver ontem um clima de forte tensão, em virtude da decisão anunciada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de retomar as invasões de propriedades na região. A União Democrática Ruralista (UDR) reafirmou sua recomendação para que os fazendeiros defendam suas propriedades ‘‘da forma como puderem’’, sem descartar o uso de armas. O advogado Rubens Filgueiras anunciou que ingressaria ontem com representação judicial pedindo a prisão preventiva dos dirigentes dos sem-terra José Rainha Júnior e Valter Gomes, por incitação do crime.
Nas principais fazendas visadas pelo MST começaram a ser tomadas providências para a defesa armada das propriedades. O advogado Alberto José Luziardi, que defende os proprietários da fazenda Santa Rita, disse não ter dúvidas de que os fazendeiros ameaçados reagirão com armas a qualquer tentativa de ocupação de suas terras. Informou que os proprietários procuravam acertar um esquema de cooperação mútua, pelo qual se comprometeriam a deslocar homens e armas para socorrer os colegas invadidos.
Na fazenda Santa Irene, em Sandovalina, o proprietário Francisco José Ferreira Jacinto reativou o esquema de segurança que em outubro do ano passado repeliu uma tentativa de invasão, quando oito tratores usados pelos sem-terra, foram apreendidos depois de serem paralisados à tiros. Na Fazenda São Domingos, o proprietário Osvaldo Fernandes Paes, disse não ter como defender sua terras, pois todas as armas que possuía foram apreendidas pela Justiça, depois do confronto do dia 23 de fevereiro, quando oito sem-terra ficaram feridos. Ele espera a proteção da PM.

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