SãoPaulo, SP - O presidente da UDR (União Democrática Ruralista), Luiz Antonio Nabhan Garcia, elogiou ontem a proposta do governo do Estado de implantar metas de produtividade para as famílias assentadas pelo Estado, mas fez críticas sobre a estrutura de fiscalização delas. Para Nabhan Garcia, o Itesp (Instituto de Terras de São Paulo), órgão responsável pela política fundiária no Estado, não tem ''credibilidade'' para fazer a fiscalização.
''O diretor do Itesp, Jonas Villas Bôas, deu declarações que contrastam com a realidade. Ele tem dito que os assentamentos são produtivos, que produzem leite. Mas a maioria das cooperativas estão quebradas. Ele quer transformar o improdutivo em produtivo. Uma fiscalização do Itesp não tem credibilidade'', disse Nabhan Garcia.
A proposta da UDR é formar uma comissão com representantes das secretarias de Estado da Agricultura e da Fazenda, de técnicos ligados a universidades públicas e privadas e do Ministério Público Estadual.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) disse por meio de sua assessoria que não tem informações sobre as metas e que, por isso, não irá fazer comentários.

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