Dimitri do Valle
De Curitiba
O coordenador da União Democrática Ruralista (UDR) no Paraná, Tarcísio Barbosa de Souza, criticou ontem a decisão da juíza substituta de Loanda, no Noroeste do Estado, Ana Lúcia Penhabel, de revogar na sexta-feira os mandados de prisão de oito líderes sem-terra. A juíza argumentou não haver provas para incriminá-los.
Em nota à imprensa, Souza diz que ‘‘se na visão da magistrada, a liderança exercida por estas pessoas não é a responsável por 65 invasões, incluídos aí crimes como formação de quadrilha, porte ilegal de arma, esbulho possessório, roubo de gado até cárcere privado de funcionários das propriedades invadidas, então alguma coisa está errada’’. Na previsão de Souza, a revogação da prisão dos líderes poderá trazer um novo agravamento do conflito agrário na região noroeste.
Em Querência do Norte, foco dos principais conflitos agrários no Paraná, os sem-terra também reclamam de perseguição da polícia local. Eles acusaram a polícia de apreender veículos da Cooperativa de Comercialização e Reforma Agrária Avante Ltda (Coana), que representa agricultores assentados ligados ao MST.
Num comunicado oficial, os advogados do MST dizem que o intuito da apreensão de um veículo da cooperativa é desestabilizar economicamente o movimento, já que as prisões de lideranças não surtiram efeito. O texto diz que todos os veículos foram revistados por policiais, mas nenhum defeito foi encontrado. Um caminhão está apreendido na companhia da PM em Loanda sob suspeito de ter sido furtado.

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