São Paulo, 27 (AE) - Cerca de 50 mil pessoas visitaram a 51ª Feira Internacional de Utilidades Domésticas (UD) no primeiro fim de semana do evento, que vai até domingo, no Pavilhão de Exposições do Anhembi. A avaliação foi feita pelo diretor da UD, Jair Saponari, que espera cerca de 500 mil pessoas até o encerramento. O executivo avalia que as vendas, na maioria dos casos, não são realizadas na própria feira, por isso evita falar em volume de negócios. "O retorno é mais a longo prazo", disse. Para Saponari, a UD teve um grande movimento hoje, mas ele ainda não dispõe de dados.
Havia até uma fila para conhecer a casa do século XXI, um protótipo do conforto proporcionado pelo uso da automação numa residência. A casa, montada pela empresa de automação de ambientes Cyntron, mostra como definir por meio de um controle remoto a iluminação e a abertura de persianas, para citar um exemplo. Com o dispositivo da Eurocentro, outro expositor da feira, é possível controlar a transparência de vidros da casa, que vão de translúcidos a opacos, dispensando o uso de cortinas.
Segundo o gerente da Cyntron Ricardo Mello, prevê-se que o mercado de automação residencial nos Estados Unidos movimente US$ 3,2 bilhões em 2002. A empresa, que está há três anos no país, já fez aproximadamente cem projetos, mas não revela o faturamento do negócio. O custo do sistema para uma casa de mil metros quadrados vai de US$ 20 mil a US$ 40 mil, dependendo da complexidade.
Assist - A Telefônica está anunciando na UD a entrada em operação da subsidiária Assist, criada para prestar serviços na chamada rede interna de telefonia. A expectativa do diretor de Operações da empresa, Antonio Lúcio Peres Sana, é de que 30% dos clientes da Telefônica estejam utilizando os serviços da Assist, cerca de 1,5 milhão de assinantes, dentro do prazo de um ano. Ele não divulgou a expectativa de aumento do faturamento com a oferta do novo serviço.

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