São Paulo, 22 (AE) - O setor de TV por assinatura pretende lançar pacotes com apenas seis canais para públicos específicos a preços entre US$ 10 e US$ 12. Para tanto, a NeoTV, grupo consituído por 14 empresas do setor, está negociando novos contratos com os principais fornecedores de programação.
"Vamos lançar pacotes mais adequados ao perfil do público", afirmou o presidente do Conselho da NeoTV, Alexandre Annemberg. "Nos próximos meses isso será realidade", disse. Com esses lançamentos, o setor espera ampliar de 20% para 40% a penetração da TV por assinatura no País.
Esse mercado deve fechar o ano com cerca de 2,7 milhões de assinantes. Só em 1999, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) colocou à venda cerca de 500 licenças de TV por assinatura, incluindo as capitais nordestinas e o interior de São Paulo.
Para Annemberg, é difícil prever quanto esse mercado pode crescer em decorrência das novas empresas, mas estima que o ano 2000 possa fechar com 3,5 milhões de assinantes. "Noutros países, a TV por assinatura não é um produto de luxo, é de massa", afirmou. Nos Estados Unidos, 95% da população têm acesso a TV por assinatura. Na Argentina, onde o serviço existe há 15 anos, 60% são assinantes. No Brasil, o fator limitativo é o preço, decorrente dos contratos que os fornecedores de conteúdos exigiram no início da indústria - os canais mais importantes deveriam estar incluídos no pacote básico, o que tornou o serviço mais caro. Após dois anos de negociações, o mercado brasileiro conta que vai mudar essas regras.
Os donos das novas licenças farão investimentos de US$ 1 bilhão para a instalação. Algumas devem começar a operar ainda este ano. O mercado de TV por assinatura movimentará no Brasil cerca de R$ 140 milhões neste ano e R$ 180 milhões no ano 2000.

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