TV paga deve movimentar US$ 2,7 milhões este ano
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terça-feira, 07 de dezembro de 1999
Por Renata de Freitas 
São Paulo, 07 (AE) - O setor de TV por assinatura deve movimentar este ano cerca de US$ 2,7 milhões, valor semelhante ao de 1998, registrando expansão dos serviços de satélite e de redução do cabo e microondas. O presidente da Associação Brasileira das Telecomunicações por Assinatura (ABTA), Moisés Pluciennik, está otimista sobre as perspectivas do ano 2000.
"Não existe empresa de consumo final supérfluo", afirmou Pluciennik. "Quando a economia começar a recuperar, as vendas cescerão", disse. Segundo Pluciennik, o crescimento da economia pode favorecer a expansão da base de assinantes de classe C, que já havia aumentado com as promoções realizadas em 1997, mas que provocou também um agravamento do déficit das empresas em decorrência da inadimplência.
Este ano, as operadoras de TV paga começaram a lançar pacotes mais baratos e menos sujeitos a calotes. O churn (índice de desistência do serviço) da Globocabo, por exemplo, era de 44% até 1998, caiu para 21% este ano.
Estudo da ABTA indica que a classe C gasta entre 3% e 4% da sua renda mensal de US$ 800 com lazer. Mas os preços oferecidos pelas operadoras não devem cair abaixo dos cerca de R$ 20 dos pacotes mais baratos atuais.
Pluciennik deu o exemplo da TV Filme, que já oferece o pacote pré-pago, e da Globocabo (da qual ele é diretor), que testa em Goiânia alternativas mais baratas e com três possibilidades de pagamento: o pré-pago, o integral adiantado e o garantido por financiadora. Esse novo pacote da Globocabo de R$ 23 deve ser lançado em todo o País no próximo ano.
Por outro lado, o número de assinantes das classes A e B continua a crescer. A TV paga brasileira já ocupa 75% do mercado potencial de classe A e 50% da B, podendo chegar a 80%.
No caso da Globocabo, a expansão nesses segmentos evitou uma redução acentuada da base de assinantes. No final de 1998, a Globocabo tinha 1,050 milhão de assinantes e vai fechar este ano com cerca de 980 mil.
Outro fator que deve favorecer o crescimento da receita da TV paga é o acesso à Internet, que foi regulamentado recentemente pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Segundo pesquisas da ABTA, 70% dos assinantes de TV paga têm computador e desses 35% estão conectados à Internet.


