Goiânia, 30 (AE) - O ministro da Agricultura e do Abastecimento, Francisco Turra, lançou hoje na Bolsa de Mercadorias de Goiás, os contratos de opção para venda de milho, algodão e arroz na safra 1998/99, com entrega programada para agosto e setembro. O contrato de opção é um instrumento moderno de comercialização, já utilizado em vários países, que permite ao produtor rural garantir um preço de venda futura do seu produto, caso não consiga remuneração atrativa no mercado no período.
Para esta safra, o governo anunciou leilões semanais, a partir da próxima quinta-feira, de 25,5 mil toneladas de algodão em pluma em todo o País, 108 mil toneladas de milho em Goiás e Mato Grosso e 54 mil toneladas de arroz em Mato Grosso.
O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Benedito Rosa do Espírito Santo, informou que em breve serão lançados os contratos de opção para arroz no Rio Grande do Sul. O produtor tem de comprar o contrato de opção, ou seja, o direito de vender ao governo, nos leilões das bolsas de mercadoria.
"Para conquistar esse direito o produtor vai pagar menos de 1% do valor total do contrato", disse o secretário.
Durante o lançamento dos contratos de opção - que contou com a presença do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) -, o ministro ressaltou que o novo instrumento de comercialização da safra não exige do governo perdas e desvios imensos como aconteciam no passado, com a estocagem dos produtos. "O produtor precisa vender primeiro para plantar, tendo a garantia do mercado, e não plantar sem nem saber se vai vender", afirmou.
O secretário Benedito lembrou que a forma moderna de comercialização através dos contratos de opção tem permitido ao governo economizar para os cofres públicos em torno de um terço dos custos que tinha com a estocagem tradicional, "cumprindo a mesma finalidade, com uma eficácia maior".
Disse que os preços estabelecidos para Goiás de R$ 7,80 a saca de milho e R$ 31,00 a arroba de algodão para entrega em setembro são razoáveis e garantem uma renda mínima ao produtor. "Isso é apenas um sinal de que o produtor tem a opção de vender ao governo por esse preço", explicou.
De acordo com o secretário de Agricultura de Goiás, Leonardo Vilella, na primeira vez que o governo ofertou contratos de opção - há dois anos- 90% dos produtores que optaram por essa forma de comercialização foram beneficiados. Segundo ele, os preços estabelecidos pelo governo atingem as expectativas dos produtores do estado.
"Os contratos de opção são o método mais eficaz e moderno de comercialização, que evitam o mercado extremamente especulativo e volátil que é prejudicial ao produtor rural", afirmou.

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