Turquia lança ofensiva para neutralizar curdos
Ancara, 21 (AE-ANSA) - No que parece ser uma ofensiva diplomática para neutralizar os movimentos curdos, o primeiro-ministro turco, Bulent Ecevit, pediu neste domingo (21) à União Européia (UE) ampla investigação do "apoio grego ao terrorismo curdo" e a Itália e Alemanha, em particular, para que "deixem de fazer pressão ou dar lições de justiça à Turquia".
Em entrevista coletiva sobre a prisão do líder guerrilheiro curdo Abdullah Ocalan (acusado do assassinato de pelo menos 30 mil pessoas em 14 anos de conflito no Curdistão turco), Ecevit classificou de inaceitável qualquer tentativa de governos e políticos estrangeiros e organizações internacionais de "exercer pressão" sobre os tribunais turcos.
"Ocalan será submetido a um processo justo por parte de uma magistratura completamente independente", garantiu. "Os governos que fizeram concessões ao terrorismo curdo (referências a Itália, Alemanha e Grécia) não têm condição de dar lições de justiça a nenhum país."
Durante a presença de Ocalan na Itália, a Turquia pediu sem êxito a extradição do líder curdo. Quanto à Alemanha, embora tenha expedido um mandado internacional de prisão contra Ocalan, absteve-se de pedir sua extradição a Roma por temor de desordens no país. Há cerca de 500 mil refugiados curdos vivendo em território alemão.
Ecevit voltou a advertir a Grécia, que abrigou sigilosamente Ocalan durante 14 dias, até seu "ocultamento" no Quênia ter sido descoberto pelos serviços secretos turcos. "Esperamos que a UE examine com seriedade esse envolvimento grego com o terrorismo", concluiu.





