Turma é treinada por GMs formados em 2010
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quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem local 
Londrina - A nova turma da Guarda Municipal é treinada por membros da corporação formados na primeira equipe, em 2010. A informação foi confirmada ontem pelo secretário de Defesa Social de Londrina, coronel Rubens Guimarães de Souza, ontem na Câmara Municipal.
A formação da primeira turma já foi alvo de críticas. A empresa Delmondes & Dias, do Mato Grosso do Sul, recebeu R$ 303 mil para o treinamento de 250 guardas municipais. Porém, foi acusada de não ter cumprido todo o conteúdo programático as aulas de tiro, por exemplo, não foram ministradas.
Guimarães afirma que as aulas para a nova turma são ministradas por guardas municipais respaldados por titularização e por servidores municipais, sob supervisão do comando da própria corporação. "É um curso nosso, que estamos acompanhando", declarou.
O vereador Padre Roque (PR) afirmou que vai pedir informações sobre a competência dos membros da corporação para treinar os novos oficiais. "Guarda municipal não pode ser formado como se fosse um curso supletivo", alertou.
Guimarães foi à sede do Legislativo momentos após os parlamentares repercutirem denúncia de que três guardas municipais agrediram Caio Cesar Alves, de 20 anos, após ele sair do trabalho. A agressão teria ocorrido após ele cumprimentar amigos do outro lado da rua e ter o gesto confundido com uma ofensa. A reportagem de uma emissora de tevê foi reproduzida a pedido de Padre Roque.
O secretário respondeu a perguntas dos vereadores por cerca de 50 minutos. Ele disse que pretende pedir modificações na legislação da guarda civil, principalmente para reduzir a burocracia. O motivo é a demora para uma eventual punição em casos de denúncia. "A demora faz perder até o efeito educativo da penalização", declarou Guimarães.
De acordo com ele, há cerca de 50 processos administrativos parados na corregedoria, que foram retomados pela nova gestão. São ocorrências que vão de atrasos e faltas a denúncias de abuso de poder.
Guimarães evitou condenar ou absolver os três envolvidos no caso de Caio e preferiu dar opinião apenas após o fim da investigação da corregedoria e da Polícia Civil. Porém, pediu uma resposta do órgão interno em 15 dias, apesar do prazo de 90 dias que teriam por lei.


