Bruxelas, 30 (AE-AP) - O presidente do autoproclamado Parlamento curdo no exílio, Yaser Kaya, qualificou hoje (30) de injusta e ilegítima a condenação à morte, na terça-feira, do líder do grupo guerrilheiro Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), Abdullah Ocalan, e advertiu que, se ele for enforcado, haverá na Turquia "uma guerra ainda mais sangrenta" do que a iniciada 15 anos atrás pelos rebeldes.
"Sua execução não vai resolver o problema, mas agravá-lo; os partidários da guerra deverão assumir todas as consequências", afirmou Kaya.
Ele também disse que a sentença imposta a Ocalan - acusado de traição e separatismo - tornou o país perigoso para os turistas e aconselhou os estrangeiros a não viajar para lá.
A atividade turística representa importante fonte de renda para a Turquia e já foi alvo de ataques do PKK no passado.
Ocalan está preso desde fevereiro, quando foi capturado no Quênia pela polícia turca.
Hoje, seus advogados informaram que vão entrar com recurso no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos contra a Turquia por irregularidades no processo e violação das convenções internacionais e do direito de defesa.

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