Turistas aproveitam sol de última hora no litoral
Guarujá, 15 (SP) - Os turistas que foram passar o feriado prolongado de 15 de novembro no Guarujá e não tiveram medo da chuva, que caiu sexta-feira e sábado pela manhã, tiveram a oportunidade de desfrutar das praias em mais um dia de sol. Hoje, o movimento foi grande em toda a orla, com especial destaque para Astúrias e Pitangueiras. Mesmo assim, o número de turistas esteve aquém da expectativa dos bombeiros e dos comerciantes da cidade.
Mas quem ficou no litoral não se arrependeu. Esse, por exemplo, foi caso de Rose Lisboa. Ela está hospedada em um apartamento localizado na Enseada e garantiu que vai aproveitar até o último instante. "Só vou voltar para São Paulo amanhã (16) e já pedi até folga no emprego", comentou. Apesar da Enseada apresentar um bom número de turistas, a praia não estava superlotada. E esse foi um dado a mais na decisão de Rose, de não antecipar o retorno. "Prefiro o Guarujá quando está assim, mais tranquilo."
Outro que ficou contente com o feriado foi o paulistano Marçal José Fontoura, além de ter conseguido arrumar alguns problemas no apartamento que mantém nas Pitangueiras, "ainda fui brindado com o sol." Hoje, Fontoura deixou claro que iria permanecer na cidade até o fim da tarde, "para aproveitar ao máximo".
Maurindo Ozório chegou ao Guarujá no sábado (13), procedente de Santa Rosa do Viterbo (SP), ficou hospedado com um grupo de amigos na praia do Tombo. Ele garantiu que estava aproveitando muito, porque chegou ao município depois da chuva e afirmou que só ia deixar a praia após o pôr-do-sol.
De acordo com o sargento Arnaldo dos Santos, do 3º Grupamento de Busca e Salvamento, o movimento de banhistas nas praias esteve razoável durante todo o dia de hoje. "O pessoal começou a chegar por volta das 10 horas e em pouco tempo a areia já estava colorida", comentou. Mesmo assim, esclareceu que o número de turistas estava abaixo das previsões feitas, tendo em vista a ocorrência do feriado prolongado.
O mar estava com forte correnteza, muitos buracos e bastante revolto. A água, embora fria, não espantou o grande número de pessoas que optou em mergulhar ou mesmo praticar surfe
nas Artúrias e Pitangueiras, onde as ondas favoreciam o esporte. Mas, apesar da bandeira amarela, "os turistas estavam respeitando a sinalização". Apenas dois salvamentos foram registrados no Guarujá, durante o período da manhã, ambos na praia de Pitangueiras.
Já os comerciantes não ficaram muito satisfeitos. Norma de Araújo, do Quiosque do Marcão, localizado na Praia do Tombo disse que o feriado não foi bom por causa da chuva nos primeiros dias. "Embora não tenhamos tido prejuízo não deu para obter lucro." Outro que culpou o tempo pelo fraco volume de vendas foi Ênio Elenin Freitas, do Quiosque do Ênio, na Enseada. "Guarujá só proporciona boas vendas nos quiosques quando tem sol o tempo todo. Por isso acho que quem trabalha em quiosque é um herói".
Mas o presidente da Associação Comercial de Guarujá, Heitor Gonzalez, embora admita que o feriado de 15 de novembro foi fraco para o comércio, avalia que os dois anteriores (o da Padroeira e o de Finados) apresentaram resultados positivos para o setor. "Como estamos próximos da temporada de verão, que tenho certeza será ótima, pelo número de reservas feitas nos hotéis e também pela consultas realizadas em imobiliárias da cidade, o resultado desses três últimos dias passa a não ser tão ruim", concluiu.
De acordo com a Ecovias, empresa que administra o sistema Anchieta-Imigrantes, 198.680 veículos desceram para a Baixada Santista e litoral Sul desde sexta-feira (12) até às 12 horas de hoje. Um número abaixo das previsões feitas pela empresa, que esperava, no mínimo, 220 mil carros, passando pelos pedágios. Até às 15 horas de hoje já havia retornado 113.883 veículos, sendo que o maior pico, até esse horário foi ao meio dia, quando passaram 6 mil carros, no sistema.
Ainda, segundo a Ecovias, o movimento rumo ao planalto começou às 11 horas de hoje, quando o fluxo de veículos começou a crescer, registrando na hora, a passagem de 4 mil veículos. Não houve acidentes graves no complexo rodoviário.





