Brasília, 25 (AE) - O turista que passar o carnaval na regiões Norte, Centro-Oeste e ao Estado do Maranhão deverão se vacinar contra a febre amarela, apesar de a vacina só começar a surtir efeito depois de dez dias. A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) alertou que as regiões são endêmicas e o contato com as florestas pode representar perigo, já que a febre amarela é transmitida na forma silvestre pelo mosquito Haemagogus. A vacina tem validade de dez anos e está disponível nos postos de saúde, aeroportos e rodoviárias.
Diversas pessoas que passaram as festas de Ano Novo na região do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso (GO), contraíram a doença e algumas morreram. Segundo a Funasa, o Estado de Goiás originou 15 casos da doença, dos 17 notificados e confirmados de janeiro até 16 de fevereiro. Os outros dois casos ocorreram no Mato Grosso e Tocantins. Em dezembro, foram confirmados outros 17 casos, nove em Tocantis e oito em Goiás. No ano passado, a fundação vacinou 13,6 milhões de pessoas e até o início de fevereiro outros 5,7 milhões tinham sido imunizados. Morte - O estudante Alysson Neres, de 19 anos, esteve em Alto Paraíso, contraiu o vírus da febre amarela e morreu em Brasília dias após ser internado. A irmã dele, Márcia, foi infectada mas sobreviveu. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal contabiliza quatro mortes. Do início do ano até agora, o DF notificou 54 casos suspeitos da doença, todos oriundos na região de Goiânia, Desses, 15 foram confirmados, 19 estão sob investigação e outros 20 foram descartados.
A febre amarela é causada por um vírus potente e, se não tratada, pode matar em uma semana. Os sintomais mais comuns da doença: febre, calafrios, dores de cabeça e nas articulações, prostação, náuseas e vômitos. A doença compromete o fígado e rins, além de causar hemorragias.

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