Rio, 28 (AE) - A exemplo do que já existe em aeroportos europeus, oito urnas de recolhimento de dinheiro estrangeiro foram instaladas hoje no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro - Galeão / Antônio Carlos Jobim. O objetivo é incentivar brasileiros que voltam ao Brasil e turistas que deixam o País a depositar moedas e notas de moedas que não são mais úteis. Os recursos irão financiar projetos da Organização Não-Governamental Vida Obra Social, programa gerido pela primeira dama do Estado, Rosângela Matheus.
"É comum o visitante ir embora de um país com moedas que não conseguiu trocar por dólares, e nunca mais vai utilizar na vida", disse o secretário da Criança e do Adolescente, Fernando William. "Em vez de guardar o dinheiro ou jogá-lo fora, as pessoas poderão deixar o dinheiro no aeroporto e ajudar as crianças fluminenses".
O projeto, entitulado Rio Criança, deverá ser estendido aos demais aeroportos do Estado e ainda no terminal de passageiros da Companhia Docas, que administra o porto do Rio. O recolhimento e a conversão do dinheiro serão feitas pelo Banco do Brasil. Até o fim de janeiro, oito novas urnas deverão ser espalhadas pelos setores de embarque e desembarque do Galeão.
Coleta - O secretário planeja ainda a instalação de urnas em locais "onde haja troco e sobra de moedas", como shopping centers e postos de coleta de pedágio da Ponte Rio-Niterói. Folhetos explicativos em português, inglês e espanhol serão distribuídos em hotéis e também entregues a passageiros que estiverem desembarcando no Rio vindos em vôos internacionais.
Segundo William, uma empresa aérea britânica que instalou as urnas em aeroportos ingleses, chegou a arrecadar US$ 1.600.000 em um ano. "Se conseguíssemos R$ 500 mil, já seria maravilhoso, porque poderíamos atender a um terço das crianças que precisam de ajuda", afirmou o secretário.
Os recursos angariados terão como alvo principal as crianças de rua, que, de acordo com pesquisas recentes da secreataria, somam 1.200. Cerca de cem famílias já estão recebendo benefícios como um salário mínimo e uma cesta básica por mês, além de acompanhamento psicológico e visitas periódicas de assistentes sociais. As que possuem mais de cinco membros ganham ainda R$ 30 por cada pessoa. Trezentas crianças que moravam nas ruas já estão sendo atendidas pelo projeto, que permitiu sua volta para casa.

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