Das agências
De Salvador
O Corpo de Bombeiros de Lençóis (BA) ainda não havia encontrado, até o final da tarde de ontem, o corpo do estudante alagoano Adriano Rafael Rodrigues, 20, morto na tarde da última sexta-feira na cachoeira da Fumaça - um dos principais pontos turísticos da Chapada Diamantina. O estudante caiu de uma altura de 360 metros ao ser arrastado pela correnteza do rio que desemboca na cachoeira quando tentava atravessá-lo, segundo o sargento Roberto Alves Santos.
O sargento informou que chovia na região na hora do acidente, por volta das 17 horas. De acordo com Santos, o estudante estava acompanhado de um colega, não identificado, que conseguiu se salvar nadando até as margens do rio.
Os trabalhos do Corpo de Bombeiros de Lençóis (490 quilômetros de Salvador) tiveram que ser suspensos na tarde de anteontem por causa da forte chuva que atingia a região. Ontem à tarde, 35 bombeiros voltaram ao local do acidente para tentar localizar o corpo do estudante.
Santos disse que os estudantes haviam saído do povoado do Capão em direção à cachoeira da Fumaça, em Palmeiras (438 quilômetros de Salvador), por volta das 14 horas de sexta-feira. A caminhada do Capão até a cachoeira da Fumaça demora cerca de três horas. O local é de difícil acesso e os turistas costumam visitar a cachoeira acompanhados por guias da região.
Segundo o chefe do escritório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eugênio Fagundes, é a terceira vez nos últimos três anos que um turista morre na cachoeira, uma das mais altas quedas livres da América Latina. Tão alta que recebe este nome porque a água evapora e dá a impressão de virar ‘‘fumaça’’ durante a queda. Outra turista morreu no município de Lençóis, ao acampar no leito de um rio que encheu subitamente, enquanto um mergulhador ficou preso na gruta dos Impossíveis, em Palmeiras.
Criado em 1985, o parque não foi sequer regulamentado e dispõe de cinco funcionários para 152 mil hectares de grutas, canions, rios e vegetação única no mundo, de acordo com estudo do Jardim Botânico da Inglaterra. Os turistas não têm qualquer orientação e nem sempre dispõem de guias, mas o fluxo vem aumentando, depois da inauguração do aeroporto de Lençóis e a ampliação da rede hoteleira na região.

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