Washington, 17 (AE-DOW JONES) - O secretário do Tesouro dos EUA, Robert Rubin, disse hoje (17) que os EUA devem continuar crescendo, apesar da turbulência financeira no exterior que ainda impõe riscos à economia doméstica.
"Internamente, apesar das perspectivas serem de sólido crescimento e baixa inflação - sujeitos aos usuais altos e baixos - certos setores foram afetados pela crise, alguns por elevação nas importações e outros por queda nas exportações", disse Rubin. "Os problemas na economia global constituem risco para o bem-estar de nossa economia. Por este motivo temos nos concentrado para reestabelecer a estabilidade e crescimento às regiões mundiais com problemas e as (instituições financeiras internacionais) estão no centro destes esforços", acrescentou.
Rubin disse que as instituições têm feito "sensíveis julgamentos" ao lidar com a crise financeira internacional, mas "apesar deste progresso, resta mu ito ainda a ser feito. Os problemas que deram amplitude à crise levaram longo tempo para se desenvolverem e vão tomar longo tempo para se resolverem".
Rubin afirmou ainda que o plano divulgado pelo presidente Clinton ontem de perdão às dívidas dos países pobres procura oferecer incentivo aos países para reformas, além de ser realista com os níveis práticos de suas dívidas.
As declarações fazem parte de depoimento preparado para ser distribuído ao subcomitê de operações estrangeiras, financiamento de exportações e programas relacionados da Câmara. Rubin está testemunhando em apoio à requisição do orçamento da administração de Clinton para o ano 2000 de US$ 1,52 bilhão para cobrir obrigações norte-americanas com instituições internacionais como o Banco Mundial, o FMI e os bancos de desenvolvimento regionais.

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