Tumulto na Paulista deixa feridos
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terça-feira, 02 de janeiro de 2001
Agência Estado De São Paulo 
O tumulto nos festejos do réveillon na Avenida Paulista, no qual mais de 100 pessoas ficaram feridas, começou com uma briga entre dois grupos punks. Por volta das 2h30, já no encerramento da festa, começou a confusão com os punks se atacando com garrafas de champanhe. A Polícia Militar precisou jogar bombas de efeito moral para tentar conter o tumulto. A ação mobilizou pelo menos 500 policiais, incluindo soldados da Tropa de Choque. Os feridos, com contusões e escoriações, foram atendidos em três hospitais da região. Oito punks foram detidos e levados para o 4º Distrito Policial, na Consolação.
Se depender de mim, réveillon na Paulista nunca mais, afirmou o capitão da PM Francisco Wanderlei Roher, da Força Tática do 7º Batalhão da Polícia Militar da 5ª Companhia, e um dos responsáveis pelo policiamento da festa de réveillon comemorada na Avenida Paulista. Para o capitão, a avenida não oferece segurança; ao contrário de um recinto fechado, não há controle de quantas pessoas entram; não há controle sobre a venda de bebidas alcoólicas e de garrafas de vidro e não há como dispersar rapidamente as pessoas, disse. Segundo ele, as garrafas de champanhe foram usadas como armas pelos vândalos.
O capitão Francisco Wanderlei Roher pretende entregar às autoridades competentes um documento pedindo a extinção dessa festa na Avenida Paulista. Ela pode ser feira em um local mais apropriado, como o sambódromo, na zona norte, alegou ele.
Pelo menos de cinco a dez pessoas se feriram durante os 18 minutos de queima de fogos na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, segundo informações da Defesa Civil. Por causa dos fortes ventos e da chuva em Copacabana, parte da cascata luminosa do hotel Le Meriden se desprendeu do prédio, atingido algumas pessoas que assistiam ao espetáculo. Cerca de 1,5 milhão de pessoas passaram a virada do milênio no local.
Um homem ficou gravemente ferido na mão e na orelha. Uma mulher teve uma queimadura no supercílio. Depois do acidente, várias pessoas começaram a correr em pânico, provocando a impressão de que um arrastão acontecia na praia.
O réveillon em Brasília este ano foi um dos mais tranquilos da história da cidade. Com a chuva forte, a maioria da população comemorou a virada do milênio em casa. O Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) registrou um homicídio em Samambaia, uma das cidades do Distrito Federal.
Uma parcela da população acompanhou a queima de fogos na Esplanada dos Ministérios onde foram instaladas milhares de lâmpadas, que formaram grandes véus de luz, na lateral dos prédios dos ministérios. Alguns fogos estouraram no chão, ferindo Francisco Wesley Silva, de 18 anos, que foi levado pelo Corpo de Bombeiros a um hospital especializado em queimaduras.


