Ilha Solteira, SP, 22 (AE) - A pauta da Câmara de Ilha Solteira, no extremo Noroeste de São Paulo, ficou prejudicada pela segunda semana consecutiva, após tumulto, discussões e agressão, na noite de ontem (21). A sessão foi realizada porque havia dois presidentes para uma só cadeira.
Os dois prometeram entrar na Justiça com mandado de segurança, mas nenhum agiu assim e o acordo político não aconteceu. Quem chegou primeiro à sala da sessões foi o vereador Vinícios Martins Nascimento (sem partido), eleito com maioria de seis votos, no dia 14. Nascimento sentou-se na poltrona principal, meia hora antes do início da reunião, e não saiu mais de lá. O vereador Severo de Souza Filho (PPB), presidente afastado por denúncias de favorecimento em licitação, ficou ao lado e insistia para que o colega deixasse o assento.
O impasse serviu apenas para aumentar a tensão do público que compareceu ao local. Pouco mais de cem munícipes compareceram ao plenário. Uma multidão foi impedida de se aproximar "por falta de espaço". Os soldados da Guarda Municipal fecharam os portões, mas o público pressionou e uma parte da grade quase foi arrancada.
Por iniciativa do tenente Marcelo Severo Batista, da Polícia Militar, os vereadores acataram o conselho para não realizar a sessão e abandonar o recinto.

mockup