Tumor maior agrava estado de Leandro
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segunda-feira, 22 de junho de 1998
Agência Folha 
A terceira sessão de quimioterapia pela qual passou o cantor Leandro, 36 anos, não conseguiu parar o crescimento do tumor. Segundo os boletins médicos divulgados ontem pelo hospital São Luiz, em São Paulo, seu estado clínico passou de grave para muito grave. A situação está difícil. Apesar da quimioterapia, o tumor cresceu , afirmou ontem a médica Maria Lydia de Andrea. Nessa terceira sessão, iniciada na quinta-feira passada, foi utilizada uma droga quimioterápica mais forte que as usadas nas fases anteriores. Agora temos que aguardar. Andrea não soube dizer o quanto aumentou o tumor, mas disse que ele está empurrando tudo, inclusive o coração.
Segundo o boletim médico número 23, divulgado ontem, o quadro clínico do paciente e exames realizados demonstram aumento do tumor, que invade importantes estruturas vizinhas. O paciente continua em estado muito grave, sedado e com respiração assistida.
O quadro de instabilidade cardiocirculatória e hipertensão arterial do cantor não mudou desde a noite de sábado. O coração de Leandro continua acelerando (taquicardia) e desacelerando (bradicardia) alternadamente, o que caracterizaria uma arritmia. Os médicos estavam tentando controlar esse quadro clínico com medicamentos. Segundo o boletim anterior, essa situação traduz agravamento no quadro do paciente. Entretanto, não é esse o principal problema do quadro clínico do paciente, mas sim o crescimento do tumor.
O cantor foi internado na segunda-feira passada após uma parada cardiorrespiratória. No dia seguinte, foi anunciado que Leandro estava com infecção generalizada. Seu sistema imunológico estaria enfraquecido pela quimioterapia. Leandro possui um tipo raro de tumor, chamado Askin, em seu mediastino, na cavidade do pulmão direito.
Ainda não foi confirmado se os problemas que surgiram seriam em decorrência das sessões de quimioterapia com novas drogas, pela qual o cantor passou a partir da quinta, dia 18. Essas sessões foram uma tentativa dos médicos de combater o aumento muito além do esperado que ocorreu durante o intervalo entre o fim da segunda etapa do tratamento e a sua internação ocasionada pela parada cardiorrespiratória.


