São Paulo, 09 (AE) - O delegado Romeu Tuma Junior disse hoje que a reportagem publicada no domingo pelo jornal "O Estado de S. Paulo", sobre a relação entre a vereadora Maria Helena (PL) e a empreiteira Vega Engenharia Ambiental constitui a "prova de um ato criminoso". A reportagem mostrou que o ex-funcionário da Vega Carlos Eduardo Assunção, demitido em maio da empresa, acumulou o cargo com a função de assessor de gabinete da vereadora.
No período em que recebeu simultaneamente pela Vega e pela Câmara, onde trabalhava como motorista da vereadora, Assunção deveria estar trabalhando somente na Administração Regional de Santana. A vereadora controla politicamente essa regional. O contrato entre a Vega e a Prefeitura prevê apenas a cessão de carros e motoristas para os serviços de limpeza e coleta de lixo na regional, e nunca para prestar serviços a uma vereadora.
Segundo a Vega, o motorista Assunção trabalhou na empresa de 1º de setembro de 1997 a 21 de maio deste ano. O duplo emprego na Câmara ocorreu de 19 de novembro de 1998 - quando a vereadora passou a controlar a regional de Santana - a 27 de abril de 1999, quando trocou o gabinete da vereadora pelo escritório político na Freguesia do à - onde é o responsável pela colocação de faixas da parlamentar.
A exoneração de Assunção do gabinete de Maria Helena ocorreu dez dias após a divulgação das denúncias contra Maeli, que provocaram a inclusão do nome dela nas investigações da Comisão Parlamentar de Inquérito dos Fiscais. A exemplo da resposta que deu no caso de Maeli, a empresa alega que desconhecia o duplo emprego de Assunção.
"Prioridade total" - A decisão judicial que suspendeu hoje a prisão de Maria Helena deixou a situação tensa entre os membros da força-tarefa que investigam a máfia dos fiscais. Indagado hoje sobre as próximas etapas das investigações, o promotor Roberto Porto, do Ministério Público Estadual, respondeu prontamente: "Prioridade total para Maria Helena."

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