ele admite abrir mão de um ano de seu mandato. "Já estou há muito tempo na presidência do PSDB", explica. "Tenho mais um ano, porém, abro mão se for para fazer uma coisa interessante para o partido", completa ele. Antes do debate ganhar as páginas dos jornais, alguns paulistas já começam a mobilizar nos bastidores o nome do deputado Alberto Goldman (PSDB-SP) para disputar o comando da legenda. Nesse caso
os tucanos dos demais Estados reuniriam forças para emplacar o ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga. Mas a grande dificuldade para Pimenta seria conciliar a presidência do partido com um cargo no primeiro escalão federal, apesar de não existir nenhuma proibição no estatuto tucano.Por Gerson Camarotti Brasília, 13 (AE) - De forma inesperada, começou a disputa para a renovação da Executiva Nacional do PSDB, que ainda tem mais um ano de mandato. Mas os tucanos paulistas estão tentando mudar a direção nacional do partido no próximo mês de maio. Ou seja, um ano antes do previsto. O secretário estadual de Ciência e Tecnologia, José Aníbal, um dos mais influentes caciques do PSDB, resolveu colocar o debate na pauta política do partido, pegando de surpresa toda cúpula tucana e até mesmo o presidente da legenda, senador Teotônio Vilela Filho (AL). "Curiosamente, não vejo mobilização para que se faça a convenção nacional do partido em maio", cobra José Aníbal. "É bom lembrar que no ano passado, o Teotônio já teve o seu mandato prorrogado, sendo reeleito para um mandato tampão de um ano." Para o secretário tucano, o partido não pode recuar de sua intenção original. "O PSDB precisa mostrar a sua cara", afirma. A posição de José Aníbal acabou assustando os tucanos do resto do País. Isso porque no ano passado, Teotônio Vilela aceitou ficar na presidência do partido por mais doze meses, apesar do mandato ser de dois anos. Mas logo depois, ficou acertado de que ele permaneceria no cargo durante todo o mandato. A avaliação feita por integrantes do partido é que a retomada dessa disputa é o resultado do crescimento nas pesquisas do presidente Fernando Henrique Cardoso. "Durante a crise, ninguém queria assumir o PSDB; mas agora todo mundo está de olho", lembra um influente tucano. Há quatro anos no comando do partido, o senador alagoano, ficou surpreso com a postura de Aníbal. "Não acredito nisso, porque não tem nenhum convenção marcada", rebate Teotônio. Mesmo assim