São Paulo, 08 (AE) - A estratégia do PSDB em transformar Lázaro Piunti de acusador a acusado foi tramada durante o fim de semana. Auxiliares diretos do governador Mário Covas ficaram irritados com as denúncias do ex-vice-presidente da CDHU sobre corrupção e o "festival de aditamentos aos contratos". Eles estão convencidos de que Piunti quer fazer "palanque eleitoral " porque é candidato a prefeito de Itu. Decidiu-se por um levantamento rigoroso de seu passado. A extensa ficha policial e judicial foi guardada como trunfo para ser apresentada no "momento oportuno".
Antes da reunião do Colégio de Líderes, Covas conversou por telefone com o deputado Edson Aparecido, presidente do diretório estadual do PSDB. A base aliada engavetou a CPI da CDHU. O presidente da Assembléia, Vanderlei Macris (PSDB), teve participação decisiva ao relatar aos líderes que Piunti protagonizou uma chantagem - para não denunciar irregularidades na companhia, o ex-vice teria tentado forçar sua permanência na CDHU.
À tarde, enquanto ouvia Piunti acusar o ex-presidente Goro Hama, Feldman recebeu dois telefonemas pelo celular. O primeiro, do vice-governador Geraldo Alckmin. O outro, do secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento, José Anibal. "A CPI foi rejeitada de manhã", comemorou o líder do governo.

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