Brasília, 05 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso irá se reunir com os líderes dos partidos da base de apoio ao governo para discutir o andamento da reforma política no Congresso. Segundo o ministro-chefe da Secretaria Geral, Aloysio Nunes Ferreira, o presidente pretende se "inteirar" das propostas que estão tramitando no Congresso sobre esse tema, mas o governo não irá assumir a condução dessa reforma.
"O presidente já tem dito e reiterado que a reforma política é uma iniciativa congressual e o governo não tem a liderança", afirmou Aloysio. "O presidente está fazendo a reunião para se inteirar das propostas." A decisão de tentar levar adiante parte da reforma política foi tomada ontem (04) à noite, em reunião do comando do PSDB na casa do presidente nacional do partido, senador Teotônio Vilela Filho (AL).
Para os tucanos, é importante tentar dar seguimento à reforma política. O argumento dos tucanos para priorizar essa reforma é o fato de que, conquistada a estabilidade econômica, é preciso garantir a estabilidade política. Os tucanos sabem que a reforma é controversa, pode ser um complicador no Congresso e exige uma ampla negociação para eleger os pontos a serem votados. Por isso, em um primeiro momento, a reforma não deverá envolver emendas constitucionais, que exigem um quórum muito elevado.
Os tucanos também entendem que o presidente Fernando Henrique e o governo não devem ser envolvidos neste primeiro momento da reforma. A intenção é manter o presidente informado das discussões, mas evitar a idéia de que é o governo quem a está conduzindo. O vice-presidente, Marco Maciel, irá atuar como "embaixador político" da reforma, já que vem pregando a necessidade dela desde a década de 70.

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