Brasília, DF - ''Cada respiração é contada. Paremos a tuberculose agora''. Esse é o tema sugerido pela Organização Pan-Americana de Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) para o Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose em 2004, comemorado ontem.
O Brasil está entre os 22 países que concentram 80% dos casos de tuberculose no mundo e é responsável, junto com o Peru, por 50% dos casos nas Américas.
A OMS estima que nas primeiras duas décadas do século XXI, 35 milhões de pessoas vão morrer de tuberculose, e que um bilhão de novas infecções irão ocorrer.
A tuberculose é responsável anualmente pela morte de cerca de dois milhões de pessoas no mundo inteiro e mais de oito milhões de novos casos da doença são registrados a cada ano.
Segundo a OMS, a grande maioria das mortes e dos novos casos registrados ocorrem em países de baixa e média renda, o que deixa clara a estreita relação entre a maior incidência de tuberculose e baixas condições sócio-econômicas.
O país tem cerca de 50 milhões de pessoas infectadas com o bacilo de Koch, bactéria causadora da doença, mas que não desenvolveram o problema. A cada ano, 111 mil novos casos são registrados. A tuberculose, que tem cura, ainda mata seis mil pessoas por ano no país.
O Brasil está em 15º lugar na lista da Organização Mundial de Saúde (OMS) entre os países que precisam intensificar as ações de diagnóstico e tratamento da doença. O ministro da Saúde, Humberto Costa, diz que essa colocação do país não é nada confortável. ''É uma posição que incomoda, principalmente para o nível de desenvolvimento que o Brasil já atingiu'', afirma.
A meta é reverter a situação e curar 50,5 mil pessoas até 2005. Para isso, o governo vai investir R$ 119 milhões até 2007. As ações do ministério devem buscar melhorar o sistema de informação, o diagnóstico e ampliar o tratamento acompanhado, os maiores problemas. ''Precisamos fazer mais do que fazemos'', afirma Humberto Costa.
Atualmente, 12% das pessoas diagnosticadas com tuberculose abandonam o tratamento. Para o ministério, esse problema é ainda mais sério porque o portador da doença pode adquirir resistência e, neste caso, o tratamento demora o dobro do tempo, além de custar muito mais.
Para a OMS, cinco pontos estratégicos são fundamentais para controlar a tuberculose. O país tem de ter uma política apropriada, diagnosticar os casos rapidamente e com eficácia, ter medicamentos gratuitos e em quantidade suficiente para todos os pacientes, e deve, principalmente, evitar que a população portadora de tuberculose abandone o tratamento.
Os principais sintomas são: tosse por mais de 21 dias, com ou sem secreção, febre, principalmente no fim da tarde, perda de peso lenta e progressiva, falta de apetite e de disposição. A melhor forma de evitar a transmissão é descobrir a doença o mais cedo possível e fazer o tratamento correto.

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