O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Almir Pazzionotto, está iniciando mobilização para conseguir a retomada das obras do Fórum Trabalhista de São Paulo, paralisada após a descoberta do desvio de R$ 169 milhões de recursos públicos. Na última semana, Pazzionotto enviou ofício ao Ministro do Planejamento e Orçamento, Martus Tavares, em que reitera a necessidade da retomada das obras do Fórum Trabalhista de São Paulo.
O presidente do TST afirma que são necessários R$ 2,5 milhões para limpezas externas e internas inadiáveis, dado o estado de abandono da obra, com estruturas de concreto inacabadas e expostas ao tempo. A estimativa é que para a conclusão das duas torres seriam necessários R$ 40 milhões, a metade destinada aos trabalhos previstos para 2002.
Para Pazzianotto, a primeira providência a ser tomada para este fim é a restituição da guarda e administração do imóvel ao TRT paulista, já solicitada à Secretaria de Patrimônio da União. No texto do ofício, o presidente do TST ressalta a necessidade de inclusão de recursos financeiros na proposta orçamentária em elaboração no Ministério do Planejamento e Orçamento para o exercício de 2002.
Segundo o documento encaminhado ao ministro Tavares, com a inclusão dessa verba no orçamento, abre-se caminho para a aprovação da despesa pelo Congresso Nacional e a subsequente retirada da obra do rol das consideradas irregulares pelo Tribunal de Contas da União. No texto, o presidente do TST destaca que o gerenciamento da construção seria entregue pela administração do TRT-SP à Caixa Econômica Federal ou ao Banco do Brasil.
Uma justificativa apresentada para reforçar a necessidade de se concluir a obra é o fato de 79 Varas do Trabalho da capital paulista, distribuídas em cinco prédios, acham-se em péssimas condições operacionais e de segurança. Outra razão apresentada é a despesa com aluguéis do TRT de São Paulo, que chega a R$ 5 milhões por ano.
O presidente da TST finaliza o ofício lembrando que a comissão de alto nível instituída pelo Presidente da República, propôs a conclusão das obras em conformidade com o projeto inicial. O argumento principal é que qualquer outra destinação aumentaria os prejuízos já sofridos pelo Tesouro Nacional.

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