TST quer juiz substituindo comissão de conciliação
Curitiba - A instituição de juízes conciliatórios foi proposta pelo presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Francisco Fausto, como forma de contornar problemas registrados no funcionamento de algumas Comissão de Conciliação Prévia. A proposta foi apresentada na última semana em Brasília, durante audiência como presidente da Comissão de Relações de Trabalho da Assembléia Legislativa de São Paulo, deputado Nivaldo Santana (PC do B), e diretores do Sindicato dos Advogados de São Paulo. O grupo entregou a Francisco Fausto relatório da audiência pública realizada ano passado pela Comissão, a pedido do sindicato em razão das irregularidades verificadas no funcionamento de comissões de conciliação prévia.
'Se as irregularidades não cessarem', vou defender a atuação dos juízes da Justiça do Trabalho nas conciliações e a extinção dessas comissões, disse o presidente do TST, em referência à cobrança de taxas dos trabalhadores pelos conciliadores. Essa cobrança significa espoliação dos direitos dos trabalhadores, afirmou. Ele disse que o sindicato deve assumir o encargo se for o caso de remunerar o conciliador.
O deputado Nivaldo Santana e os advogados apoiaram o movimento desencadeado pelo ministro Francisco Fausto em defesa do fim das comissões cobradas pelos conciliadores. O relatório da audiência pública apontou a existência de comissões de conciliação prévia constituídas especificamente com a finalidade de negociar verbas de indenizações trabalhistas, cujo pagamento é obrigatório pelo empregador e irrenunciáveis por parte dos empregados, como férias e décimo-terceiro salário.
O presidente do TST disse sentir-se fortalecido com o apoio. O relatório entregue pelo grupo, segundo ele, vai municiá-lo na defesa de sua posição. Ele disse que a substituição das comissões pelos juízes de trabalho evitaria as irregularidades registradas nas conciliações. Esses juízes atuariam especificamente na conciliação de litígios. A causa seria encaminhada às Varas de Trabalho se não houvesse a solução dos conflitos. Dessa forma, estaríamos garantindo um estado mínimo de direito, disse.





