A greve dos Correios que completa uma semana hoje pode acabar nesta quinta-feira com o julgamento do dissídio pelo Tribunal Superior do Trabalho. Segundo a assessoria de imprensa dos Correios, os trabalhadores recusaram a proposta de 8,5% de reajuste em agosto, mais 3,61% em fevereiro de 2006 e um abono de R$ 800,00 pagos 15 após a assinatura do acordo.
No Paraná, as 470 agências funcionam quase que normalmente. Os serviços de postagem, pagamento de contas, recebimento de benefícios previdenciários e o Banco Postal mantêm o atendimento. Postagens como o Sedex 10, Sedex Hoje e Sedex Mundi foram interrompidas pela impossibilidade da empresa em garantir a entrega no prazo combinado.
A estimativa dos Correios é que a adesão ao movimento em todo Estado é de no máximo 30% dos trabalhadores. Em Londrina, o sindicato da categoria eleva essa porcentagem para 45% dos 420 funcionários contratados na cidade. De acordo com o diretor do Sindicato Paulo Sérgio Gomes do Prado, 80 pessoas fazem vigília no Centro de Tratamento de Cargas e Encomendas (CTCE) e outras 70 estão em casa. ''A mobilização seria maior se não houvesse tanta ameaça e pressão das chefias. Temos notícia de funcionários que temem perder a gratificação de R$ 130,00 ao entregarem as correspondências em motocicletas caso não voltem ao trabalho'', afirmou o sindicalista.
Segundo Prado, o piso salarial dos Correios é de R$ 448,28 pago aos carteiros, atendentes comerciais, auxiliares administrativos, operadores de triagem e translado que somam cerca de cinco mil em todo País.
Ontem à tarde, o Sindicato do Trabalhadores liberou os portões do CTCE de Londrina por força de uma liminar. De acordo com a assessoria dos Correios, o mesmo aconteceria em breve em Paranaguá onde uma agência está bloqueada.

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