TST busca conciliar grevistas e ECT
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segunda-feira, 14 de julho de 2008
Agência Estado 
Brasília- O Tribunal Superior do Trabalho (TST) retomará hoje a audiência de conciliação entre os funcionários e a direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) na tentativa de pôr fim a uma greve que já atingiu duas semanas. Se não houver acordo, o presidente do TST, Rider de Brito, sorteará relator para o processo e marcará a data de julgamento do pedido em que a ECT pede que a greve seja declarada abusiva.
Na segunda-feira da semana passada, Rider de Brito propôs o encerramento da paralisação e se dispôs a intermediar a negociação entre as partes para discutir todas as reivindicações dos grevistas, mas a proposta foi rejeitada pelas assembléias dos funcionários.
A assessoria da ECT diz que a empresa não irá apresentar qualquer contraproposta até a decisão de amanhã do TST, enquanto o secretário geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Manoel Cantoara, afirma, por sua vez, que a greve está mantida.
A paralisação completou ontem 14 dias atingindo 21 Estados e o Distrito Federal, com adesão, segundo a ECT, de 18% do total de 108 mil funcionários e de 27% considerando a categoria dos carteiros, que são 53 mil. De acordo com balanço da ECT divulgado ontem, nas duas semanas de greve 108 milhões de correspondências ainda não foram entregues, representando 36% das 300 milhões de correspondências postadas desde 1º de julho, quando foi iniciada a paralisação. No caso das encomendas, das 7,3 milhões postadas desde o dia 1º, pouco mais de 5%, significando 350 mil, não chegaram ao destinatário.
Manifestação
Cerca de 600 carteiros realizaram ontem uma manifestação em Brasília para solicitar uma audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o secretário-geral da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), Manoel Cantoara, o encontro não aconteceu.
O grupo saiu por volta das 11 da manhã da catedral de Brasília e chegou pouco depois no Palácio do Planalto. Barracas foram montadas e a intenção era montar acampamento em frente a sede do governo até ser recebido pelo presidente.


