São Paulo- O vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Milton de Moura França, prorrogou para hoje o prazo para que funcionários e a direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) cheguem a um acordo, pondo fim à greve da categoria que dura desde o último dia 13. Ontem, representantes dos dois lados participaram de uma assembléia de conciliação na sede do TST, mas não houve consenso. Hoje haverá um novo encontro e, se não houver acordo, o caso vai a julgamento no órgão.
Na reunião de ontem, não houve consenso porque a ECT voltou atrás na proposta que havia feito ontem, de reajuste salarial de 3,74%, abono salarial de R$ 500, além de aumento linear de R$ 60 a toda a categoria a partir de janeiro. A proposta, que havia sido aceita pela comissão de negociações da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), foi retirada porque os sindicatos não fizeram assembléias para analisar e aprovar a proposta. A direção dos Correios entendeu essa atitude como uma recusa dos termos.
Os sindicalistas argumentaram que a proposta não havia sido recusada, mas que não houve tempo hábil para que os termos do acordo fossem transmitidos oficialmente para os trabalhadores em cada Estado, o que ocorreu somente após as 18 horas.
Paraná- Os funcionários no Paraná rejeitaram a proposta da empresa e marcaram nova assembléia para hoje. Cerca de 500 pessoas participaram da assembléia em Curitiba.
Segundo Nilson Rodrigues dos Santos, secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom), o fim da greve depende do comando nacional. A paralisação só termina quando pelo menos 18 dos 33 sindicatos da categoria aceitarem a proposta da empresa.
No Paraná, conforme o sindicato, desde o início da greve a adesão subiu de 80% para 90%.
Cerca de 110 mil pessoas trabalham nos Correios, o maior empregador em regime CLT do Brasil. Desse total, 56 mil recebem salários inferiores a R$ 800. Um carteiro tem salário inicial bruto de apenas R$ 524,08.(Com Maria Duarte, de Curitiba)

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