Brasília - O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) absolveu o governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB), em processo em que o PT o acusava de abuso de poder econômico e político, uso irregular dos meios de comunicação e compra de votos na campanha para a reeleição, em 2002. Por 4 votos contra 2, o tribunal considerou que não havia provas suficientes para aceitar as 35 acusações formuladas pelo PT. Se fosse condenado, Roriz teria o mandato cassado. Os dois votos pela cassação foram do presidente do TSE, Sepúlveda Pertence, e de Luiz Carlos Madeira.
Segundo o PT, Roriz comprou votos por meio de promessas de distribuição de lotes em áreas invadidas, usou servidores na campanha, utilizou indevidamente a cor azul e o mesmo slogan na publicidade institucional e na campanha política e fez transporte ilegal de eleitores no dia da votação, entre outras ilegalidades.
O relator, ministro Carlos Velloso, rejeitou as acusações uma a uma, dizendo na maioria das vezes que elas tinham sido arquivadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF ou ainda estavam sob exame naquele órgão. Roriz derrotou o candidato do PT, Geraldo Magela, por uma diferença de menos de 16 mil votos, que corresponderam a 1,24% do total da votação. O advogado de Magela, Eduardo Alckmin, disse que as ilegalidades desequilibraram a disputa e foram determinantes para a vitória de Roriz, no segundo turno.
Já o advogado de Roriz, Pedro Gordilho, negou todas as acusações e afirmou que o seu cliente fora vítima de uma campanha difamatória durante as eleições. A sessão durou seis horas e terminou na madrugada de ontem.

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