TRT julga amanhã greve de servidores municipais de Campinas
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segunda-feira, 31 de maio de 1999
Por Clayton Levy 
Campinas, sp, 01 (AE) -O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) marcou para amanhã (02) o julgamento da legalidade da greve dos servidores municipais de Campinas, a 100 quilômetros de São Paulo. Ontem (31) representantes da prefeitura e dos trabalhadores se reuniram no TRT para negociar, mas não houve acordo. Os servidores foram advertidos para que mantenham o mínimo de servidores necessários para garantir o funcionamento dos setores essenciais.
Os grevistas protestam contra ao corte de benefícios, como adicional por insalubridade e periculosidade. Eles também são contra a suspensão dos convênios para atendimento médico e o parcelamento dos salários de maio.
A paralisação está prejudicando cerca de três mil pessoas que procuram os hospitais e postos de saúde todos os dias em busca de atendimento. E 12 mil estudantes estão sem aulas desde ontem (31). Além disso, as constantes passeatas dos grevistas pelas ruas centrais tumultuaram o trânsito hoje (01).
A situação é crítica na rede de saúde. Segundo o Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais, 80% dos quatro mil servidores que atuam nos hospitais municipais e postos de saúde aderiram ao movimento. Apenas os casos de emergência e urgência estão sendo atendidos. A paralisação está sobrecarregando o hospital Celso Pierro, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Puccamp) e o Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
De acordo com o Sindicato estão paralisadas cerca de 80% das creches e pré-escolas, onde estudam 26,7 mil crianças, e 40% das escolas de ensino fundamental, com 36,9 mil alunos. De acordo com a entidade, 70% dos cerca de três mil professores e funcionários da rede de educação, aderiram ao movimento. Na avaliação da prefeitura, a paralisação atingiu 36% dos alunos das creches e 5% dos estudantes nas escolas. O prefeito Chico Amaral (PPB), alega que o corte nos benefícios é a única maneira de reduzir despesas e evitar demissões. Inconformados, os trabalhadores estão organizando um abaixo-assinado para pedir o impeachment de Amaral. Segundo o Sindicato da categoria, até hoje cerca de dez mil pessoas haviam assinado o documento.


