O Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT/PR) completou na última segunda-feira 25 anos de atividade com um problema que não deve ter solução em tão curto espaço de tempo: a falta de um número adequado de servidores em seus quadros. De acordo com a presidente do TRT/PR, a juíza Adriana Nucci Paes Cruz, os 1.110 servidores não são suficientes para dar conta do movimento processual do tribunal.
Como comparação, o Estado de Santa Catarina possui em seus quadros 1.350 servidores para atender um movimento 33% inferior ao do Estado do Paraná. ''Temos varas em que o atendimento é feito por seis, sete pessoas sendo que o ideal seria no mínimo 13'',exemplifica a presidente.
Como principal causa dessa dificuldade, a juíza cita a lentidão na aprovação de duas leis no Congresso Nacional que permitiriam a inclusão de 400 novos servidores, 40 apenas na área de processamento de dados. Segundo a presidente do TRT/PR, desde 1993, esses projetos de lei estão para serem sancionados, tempo suficiente para, inclusive, certos cargos solicitados estarem defasados. ''Para o cargo de técnico judiciário, por exemplo, a nomenclatura foi até alterada'', explica.
Na opinião da juíza, falta mais empenho da bancada paranaense tanto na Câmara dos Deputados como no Senado Federal para aprovar de vez os projetos de lei. ''Desta forma se sanaria uma distorção que tem tanto tem prejudicado trabalhadores e empresários de nosso Estado'', enfatiza.
ORÇAMENTO - Outra situação difícil pela qual o tribunal está passando atualmente é o orçamento deficitário. Conforme afirma a juíza Adriana, hoje o TRT/PR possui uma folha mensal de R$ 11 milhões, porém só há recursos para se custear metade desse valor até o mês de dezembro.
Para contornar essa situação, o TRT/PR solicitou no mês de junho ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) uma suplementação em seu orçamento e agora aguarda aprovação do Congresso Nacional.
Com esse acréscimo na receita, a presidente do TRT acredita que poderá manter a folha de pagamento em dia. Porém, o novo recurso não atenderá outras diferenças atrasadas em execução.
Mesmo sem citar valores, a juíza Adriana Nucci Paes Cruz ressalta que o pedido solicitado ao TST para cobrir a folha de pagamento desse ano é um pouco inferior ao mesmo pedido feito ano passado.

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