Rio, 27 (AE) - O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio suspendeu hoje a decisão do juiz da 57.ª Junta de Conciliação e Julgamento, Otávio Amaral Calvet, tomada ontem (26), que havia proibido a cobrança de estacionamento nas vagas dos sistemas Vaga Certa e Rio Rotativo - instituída há quatro anos para coibir a ação dos flanelinhas nas ruas da cidade. Para o juiz, os fiscais deveriam ser funcionários públicos concursados, e não prestadores de serviços terceirizados.
A Procuradoria-Geral do Município entrou com um recurso à tarde e, no início da noite, a cobrança voltou a vigorar. Atualmente, os estacionamentos são controlados pelo Sindicato dos Guardadores Autônomos do Rio e pela empresa Wall-Park. Com o cancelamento do sistema durante o dia de hoje, 50 mil tíquetes - o equivalente a cerca de R$ 80 mil - deixaram de ser distribuídos, de acordo com o Sindicato dos Guardadores.
As 30 mil vagas disponibilizadas aos motoristas se dividem entre o Rio Rotativo - que custa 1,20 real e dá direito à permanência duas, quatro ou seis horas no local - e o Vaga Certa - que sai a 2 reais e permite estacionar por mais horas. A cobrança é feita por meio de talões vendidos pelos operadores, cujos salários se constituem de uma comissão sobre as vendas. O faturamento com o pagamento é divivido entre os fiscais, que ficam com 60% do total arrecadado; o órgão a que ele está ligado (no caso do Rio Rotativo, a Wall-Park, e no do Vaga Certa, o Sindicato dos Guardadores), com 19%; e a Cet-Rio, com 21%.
Apesar da proibição determinada no dia anterior, muitos operadores trabalharam hoje. Segundo o presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) do Rio, Guilherme Alonso, a maioria dos funcinários não havia sido avisada a tempo da mudança no sistema. "A decisão da Justiça saiu no fim da tarde, então, muitos fiscais foram trabalhar sem saber de nada", explicou Alonso.

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