Rio, 25 (AE) - Juízes e funcionários do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio fizeram hoje, no centro da capital fluminense, uma manifestação em defesa da Justiça trabalhista. O ato acontecia enquanto o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), fazia um pronunciamento no plenário do Senado, em Brasília, denunciando irregularidades no Judiciário e propondo uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar os casos.
O protesto foi marcado por críticas a ACM. Os manifestantes fizeram um abraço simbólico à sede do TRT e cantaram o Hino Nacional. A presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Amatra) do Rio - entidade que organizou o ato -, Aurora Coentro, defendeu reformas "que venham em benefício do povo" e criticou a "interferência do Senado Federal". "O bom senso vai prevalecer e a proposta de ACM de extinção da Justiça Trabalhista vai ruir", comentou.
O ex-ministro do Trabalho (1964-1965) Arnaldo Sussekind estava presente no ato. Segundo ele, o presidente do Senado está "mal-informado" e "não conhece" a história do direito trabalhista, por isso, não teria legitimidade para propor mudanças na Justiça do Trabalho. "Eu não falo sobre física nuclear, portanto, acho que ele não deveria ter dado essas declarações." Segundo a presidente da Amatra do Rio, a entidade está orientando os juízes a ler, nas audiências das Juntas de Conciliação e Julgamento, um manifesto sobre a importância da Justiça do Trabalho para a "manutenção da democracia".

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