Curitiba - Após paralisação total dos ônibus em Curitiba, a desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Paraná, Ana Carolina Zaina, determinou que, a partir da manhã de hoje, 50% da frota do transporte coletiva retorne às ruas da capital e demais cidades da região metropolitana. Na tarde de ontem, os ônibus já haviam voltado a circular, também por determinação da Justiça, com 30% da frota em horários normais e 40% em horário de pico.
A greve da categoria chegou a ter todos os ônibus parados, o que causou vários transtornos no trânsito da capital. O Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindimoc) não cumpriu a determinação de colocar parte dos ônibus em circulação, mesmo sujeito a multa de R$ 10 mil por dia. Para diminuir o caos no trânsito, a Urbs (Urbanização de Curitiba) cadastrou carros para transporte alternativo, com cobrança de R$ 6 por passageiro. Com a paralisação, várias lojas mantiveram as portas fechadas por falta de funcionários.
Durante o dia, membros do Sindimoc e do Sindicato das Empresas do Transporte Coletivo (Setransp) estiveram em audiência de conciliação no TRT. A categoria pede reajuste de 16% para motoristas e 22% para cobradores, mas os empresários querem apenas dar a reposição inflacionária, de cerca de 5%.
A desembargadora chegou a pedir, por diversas vezes, aumento real nos salários para se chegar a um acordo. "Todas as decisões que passaram pelo TRT tiveram proposta de aumento real pelo patronal", disse Ana Carolina. Até o fechamento da edição, a desembargadora havia sugerido aumento de 10,5%, o mesmo do dissídio coletivo de 2013, porém, sem acordo com entre as partes.
O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, chegou a levantar a hipótese de que funcionários e empresários haviam entrado em acordo para realizar a greve e forçar um aumento da tarifa para R$ 3,40. Em mensagem no Facebook, ele chegou a ameaçar pedir a prisão dos presidentes dos dois sindicatos em caso de comprovação desta suspeita. Ambos os sindicatos negaram conluio para aumento da tarifa.

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